Jornalismos possíveis

  • Clarissa Henning Universidade Federal do Vale do Rio Sinos (Unisinos), Brasil.
Palavras-chave: jornalismo, cibercultura, rotinas produtivas, deslocamento das práticas

Resumo

Este artigo procura explorar duas novas formas de fazer jornalismo: a Ponte e a agência Pública, entendendo-os como exemplos de resistência à mídia, seja porque questionam as práticas do jornalismo hegemônico, seja porque problematizam o ensino das escolas de jornalismo. Para isso, este trabalho analisa o site de cada uma dessas iniciativas, descrevendo algumas premissas indicadas ali e que servem de guia para compreender o que a Ponte e a Pública entendem ser o jornalismo. Também busca investigar tanto as críticas dirigidas às práticas hegemônicas quanto aquilo que, de acordo com cada site, deve ser preservado do jornalismo tradicional.

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Biografia do Autor

Clarissa Henning, Universidade Federal do Vale do Rio Sinos (Unisinos), Brasil.
Jornalista. Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Bolsista Capes.

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Publicado
2016-12-17
Como Citar
HENNING, C. Jornalismos possíveis. Rumores, v. 10, n. 20, p. 310-327, 17 dez. 2016.
Seção
Artigos