Os golpes de 1964 e 2016: poder, espetáculo, simulacro

  • Cláudio Novaes Pinto Coelho Faculdade Cásper Líbero
Palavras-chave: Debord, Baudrillard, Folha de S.Paulo

Resumo

A proposta principal deste trabalho é a realização de uma análise comparativa dos golpes de 1964 e 2016 sob a perspectiva de uma reflexão a respeito das relações entre comunicação e política. Os conceitos de poder espetacular desenvolvidos por Debord são a base para a análise dos golpes. A visão de Baudrillard a respeito do processo comunicacional de simulação e de produção de simulacros também será incorporada ao trabalho, mediante apropriação crítica. O pensamento de Florestan Fernandes sobre a sociedade brasileira, em especial sua visão sobre a existência de uma autocracia burguesa, será utilizado para confronto entre os conceitos de Debord e de Baudrillard e as particularidades da história brasileira. Editoriais da Folha de S.Paulo fornecerão material para a investigação dos vínculos entre a atuação da mídia e a presença do poder espetacular e do processo de simulação e de produção de espetáculos nas conjunturas históricas de 1964 e 2016.

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Biografia do Autor

Cláudio Novaes Pinto Coelho, Faculdade Cásper Líbero
Professor do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Libero. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo.

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Publicado
2017-11-23
Como Citar
COELHO, C. Os golpes de 1964 e 2016: poder, espetáculo, simulacro. Rumores, v. 11, n. 22, p. 224-249, 23 nov. 2017.
Seção
Artigos