Crítica de mídia em perspectiva aberta

Palavras-chave: crítica midiática, psicanálise, política, afetos

Resumo

O que significa hoje fazer crítica midiática? Abordaremos o tema em duas vetorizações: a primeira, entendendo a crítica a partir de Judith Butler; a segunda, situando o midiático da crítica a partir da psicanálise, considerando os conceitos de sintoma e fantasia. Como objeto concreto, examinaremos o tema da polarização pós-2013 no país a partir da questão dos afetos. Como dar conta dessa polarização? Como a teoria do discurso, a psicanálise e a semiótica tensiva podem colaborar na tarefa de situar essa polarização a partir da política e do circuito dos afetos? 


Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Luiz Aidar Prado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Professor do Programa de Estudos Pós-graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É autor de Habermas com Lacan (EDUC, 2015) e Convocações biopolíticas nos dispositivos comunicacionais (EDUC, FAPESP, 2013) e coautor de Sintoma e fantasia no capitalismo comunicacional (Estação das Letras, 2017). É editor da revista Galáxia.

Referências

AGAMBEN, Giorgio. O aberto. Homem e animal. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.

__________________. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007. ALONSO, A. A política das ruas. In: Folha de S. Paulo. Ilustríssima. 25/09/2016. Consultado em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/angela-alonso/2016/09/1816167-a-politica-das-ruas.shtml> Acesso em 10/11/2016.

BADIOU, Alain. O ser e o evento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar/UFRJ, 1996.

_____________. Para uma nova teoria do sujeito. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.

BOSCO, F. A vítima tem sempre razão? Lutas identitárias e o novo espaço público brasileiro. São Paulo: Todavia, 2017.

BROWN, W. Neoliberalism and the economization of rights. In: LAFONT, C.; DEUTSCHER, P. Critical theory in critical times. Transforming the global political and economic order. New York: Columbia University Press, 2017.

BUENO, Alexandre Marcelo. Para uma gramática da intolerância. Entremeios: revista de estudos do discurso. v.10, jan.- jun./2015 Disponível em < http://www.entremeios.inf.br >. Acessado em 5/1/2018.

BUTLER, J. What is critique? In: SALIH, Sara and BUTLER, Judith. Judith Butler Reader. London: Blackwell, 2005.

DUFOUR, Dany-Robert. A cidade perversa. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2013.

FONTENELLE, Isleide. Cultura do consumo. São Paulo: FGV, 2017.

___________________. A resignificação da crise ambiental pela mídia de negócios: responsabilidade empresarial e redenção pelo consumo. Revista Galáxia V.13. N26, São Paulo: Educ, 2013.

FOUCAULT, M. O nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

GREIMAS, A.J.; FONTANILLE, J. Semiótica das paixões: dos estados de coisas aos estados de alma. São Paulo: Ática, 1993.

HOWARTH, David; STAVRAKAKIS, Yannis. Introducing discourse theory and political analysis. In: HOWARTH, David; NORVAL, Alleta; STAVRAKAKIS, Yannis. Discourse Theory and Political Analysis: identities, hegemonies and social change. Nova Iorque: Manchester u.P., 2000.

LACLAU, Ernesto. Hegemonia e estratégia socialista. São Paulo: Intermeios, 2015.

_______________. A razão populista. São Paulo: Três estrelas, 2013.

LAZZARATO, M.; Alliez, É. Guerres et capital. Paris: Amsterdam, 2016. Introdução disponível em: http://uninomade.net/tenda/guerras-e-capital/ Acessado em 12/2/18.

PRADO, José Luiz Aidar. Da antipolítica ao acontecimento: o anarquismo dos corpos acontecimentais. In: Comunicação, mídia e consumo (on line), v. 14, p. 10-30, 2017.

_____________ ________. Reconhecimento tenso, acontecimento inaugural: na direção de outra comunicação. Revista E-Compós. Brasília, v. 20, p. 1-15, 2017a.

_____________________. Decifrando os pontos sintomáticos do capitalismo comunicacional. In: Prado, José Luiz Aidar; Prates, Vinicius. (Org.). Sintoma e fantasia no capitalismo comunicacional. 1ed.São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2017b, v. 1, p. 13-34.

______________________. A política do performativo em Butler. In: Greiner, Christine. (Org.). Leituras de Judith Butler. 1ed.São Paulo: Annablume, 2016, v. , p. 15-35.

______________________. Comunicação e reinvenção acontecimental da política. In: JESUS, Eduardo; JANOTTI Jr., Jeder; TRINDADE, Eneus. Reinvenção comunicacional da política. Brasília: Compós, 2016.

______________________. Comunicação como espistemologia do sul: do reconhecimento à emergência do acontecimento. In: Matrizes. V.9, n.2, jul./dez., pp. 109-125. São Paulo: ECA-USP, 2015.

______________________. Convocações biopolíticas dos dispositivos comunicacionais. São Paulo: Educ, 2013.

______________________. Política do acontecimento. Revista Famecos, Porto Alegre, PUC-RS, v. 20, n. 2, p. 495-520, maio-ago. 2013b.

______________________. Regime de visibilidade em revistas. DVD Hipermídia. São Paulo: Puc-SP, 2011.

PRADO, J.L.A. Afetos em confronto: quem vai para a rua? In: FREIRE FILHO, J. (Org.) Afetos, Emoções e Sentimentos: Horizontes de Pesquisa em Comunicação. No prelo, 2018.

PRADO, J.L.A.; PRATES, V. (org.) Sintoma e fantasia no capitalismo comunicacional. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2017.

PRADO, José Luiz Aidar.; PRATES, V. O significante “povo brasileiro” na crise política do impeachment de Dilma Rousseff. Texto originalmente apresentado na Conferência Internacional Patologias e disfunções da democracia. Covilhã: Universidade Beira Interior, em Covilhã, Portugal, 2017a.

PRADO, José Luiz Aidar; CAZELOTO, Edilson. As tecnologias digitais num futuro despotencializado. In: PRADO, José Luiz Aidar; PRATES, Vinicius (Org.) Sintoma e fantasia no capitalismo comunicacional. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2017, v.1, p. 105-129.

___________________________________________. Sobre a sustentabiliade como fantasia liberal-capitalista: do tampão verde à ecologia sem natureza. Revista Famecos (on line), v.22, p.1-14, 2015.

___________________________________________. Valor e Comunicação no Capitalismo Globalizado. In: Revista E-Compós. Brasília, agosto 2006. Disponível em: www.compos.org. br/e-compos. Acesso em: 15/09/2012.

PRADO, J. L.A. et al. A invenção do Mesmo e do Outro na mídia semanal. DVD Hipermídia. São Paulo: Puc-SP, 2008.

SAFATLE, V. Descobrir outras formas de gozo pode quebrar nossos tabus e dogmas. Folha de S. Paulo/ Ilustrada, 15/9/2017. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2017/09/1918608-descobrir-outras-formas-de-gozo-pode-quebrar-nossos-tabus-e-dogmas.shtml?loggedpaywall. Acessado em 12/2/18.

SANTOS, B. S. S. Reinventar a teoria crítica. São Paulo: Boitempo, 2007.

______________. A gramática do tempo. São Paulo: Cortêz, 2006.

SAFATLE, V. (2015). O circuito dos afetos. São Paulo: Cosac Naify.

ZILBERBERG, C. Elementos de semiótica tensiva. São Paulo: Ateliê, 2011.

_______________. As condições semióticas da mestiçagem. In: CAÑIZAL, E. P. ; CAETANO, K.E.; (org.) Olhar à deriva. Mídia, significação e cultura. São Paulo: Annablume, 2004.

ZILBERBERG, C.; FONTANILLE, J. Tensão e significação. São Paulo: Humanitas, 2001.

ŽIŽEK, S. Event: philosophical journey through a concept. Londres e Nova Iorque: 8 Blackstock Mill e Melville House, 2014.

________. Menos que nada. São Paulo: Boitempo, 2013.

ZUPANCIC, Alenka. What is sex. London: MIT Press Cambridge, 2017.

Publicado
2018-06-22
Como Citar
PRADO, J. L. Crítica de mídia em perspectiva aberta. Rumores, v. 12, n. 23, p. 32-55, 22 jun. 2018.
Seção
Dossiê