Modos de narrar, formas de descrever: processos de (trans)crição de um corpo

  • Thiago Siqueira Venanzoni Universidade de São Paulo (USP)
Palavras-chave: Cultura audiovisual, corpo, alteridade, trans, neutro

Resumo

Este artigo apresenta três análises de obras audiovisuais que se ligam pela temática e por compartilharem formas descritivas que se assemelham: 1) o filme Corpo elétrico (2017), de Marcelo Caetano; 2) o documentário Meu corpo é político (2017), de Alice Riff; e 3) Liberdade de gênero, programa veiculado pelo canal GNT no ano de 2017. O tema que atravessa essas três produções é a questão do corpo trans e periférico em relação ao social habitado por essas personagens. Diante desse emblema contemporâneo, trazem-se ao debate as transcrições desses corpos nas mídias na sua relação com o normativo. Compreende-se nos três objetos que a mediação diante do que se mostra neutro se dá na paridade entre os corpos, ao encaminhar-se apresentações descritivas e narrativas de um corpo em disputa no campo político e de formas de sociabilidade por ele apresentadas.

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Biografia do Autor

Thiago Siqueira Venanzoni, Universidade de São Paulo (USP)
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Membro do Grupo de Estudos da Linguagem: Práticas Midiáticas (MidiAto).

Referências

BARTHES, Roland. O neutro. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismos e subversão da identidade. São Paulo: Civilização Brasileira, 2003.

________. Bodies that matter: on the discursive limits of sex. Routledge, 2011.

SAFATLE, Vladimir. Grande hotel abismo: Por uma reconstrução da teoria do reconhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

SALIH, Sarah. Judith Butler e a teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

SALOMÃO, Wally. Sargaços. Poesia Total de Wally Salomão. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Obras audiovisuais

CORPO elétrico. Direção: Marcelo Caetano. Vitrine Filmes, 2017. Projeção digital (90 minutos).

LIBERDADE de gênero, Episódio 04, Temporada 02. Direção: João Jardim. Globosat/GNT, 2017. TV (30 minutos).

MEU corpo é político. Direção: Alice Riff. EBC Brasil/ Vitrine Filmes, 2017. Projeção digital (74 minutos).

Publicado
2018-06-22
Como Citar
VENANZONI, T. Modos de narrar, formas de descrever: processos de (trans)crição de um corpo. Rumores, v. 12, n. 23, p. 153-173, 22 jun. 2018.
Seção
Dossiê