As últimas propagandas partidárias do PT

ênfase no lulismo e memória histórica (PPG)

Autores

  • Carla Montuori Universidade Paulista
  • Luiz Ademir de Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Vinícius Borges Gomes Universidade Paulista
  • Mariane Motta de Campos Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2019.155426

Palavras-chave:

Propaganda partidária gratuita, comunicação política, campanha permanente

Resumo

O Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos principais partidos políticos do Brasil e esteve no epicentro da crise política, sobretudo com o processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, ocorrido em 2016. Acometida por denúncias e uma descrença com todo o sistema político, a legenda utilizou o espaço da Propaganda Partidária Gratuita para refazer sua narrativa, em sintonia com aspectos originários de sua história. O artigo lança olhar sobre as peças exibidas pela sigla de 2014 a 2017, já que a PPG foi excluída pelo Congresso Nacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carla Montuori, Universidade Paulista

Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atualmente, é professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura das Mídias da Universidade Paulista (Unip).

Luiz Ademir de Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Mestre e Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), docente
do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Vinícius Borges Gomes, Universidade Paulista

Doutorando em Comunicação e Cultura pela Unip e Mestre em Comunicação pela UFJF.

Mariane Motta de Campos, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutoranda em Comunicação e Cultura pela Unip e Mestre em Comunicação pela UFJF.

Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.

BIROLI, F.; MIGUEL, L. F. Notícias em disputa: mídia, democracia e formação de preferências no Brasil. São Paulo: Contexto, 2017.

BOBBIO, N. Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política. São Paulo: Unesp, 1995.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

BRAGA, J. L. Circuitos versus campos sociais. In: MATTOS, M.A.; JANOTTI JÚNIOR, J.; JACKS, N. (org). Mediação & Midiatização. Salvador: Edufba, 2012.

BRASIL. Constituição Federal (1988). Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995. In: Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 2011.

FIGUEIREDO, M.; BEZERRA, H. D.; ALDÉ, A.; JORGE, V. L. Estratégias de persuasão em eleições majoritárias: uma proposta metodológica para o estudo da propaganda eleitoral. Rio de Janeiro: Iuperj, 1998.

GOMES, W. As transformações da política na era da comunicação de massa. São Paulo: Paulus, 2004.

HECLO, H. Campaigning and governing: a conspectus. In: ORNSTEIN, N. J.; MANN, T. E. (ed.).The permanent campaign and its future. Washington, D.C.: American Enterprise Institute and The Brookings Institution, 2000.

HUYSSEN, A. Seduzidos pela memória. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000.

KIRCHHEIMER, O. The Transformation of the Western European Party Systems. In: LAPALOMBARA, J.; WEINER, M. (ed.). Political parties and political development. Princeton: Princeton University Press, 1966.

LEAL, P. R. F. A nova ambiência eleitoral e seus impactos na comunicação política. Revista Lumina¸ Juiz de Fora, v. 5, n. 4, p. 67-77, 2002.

LIMA, V. Mídia: crise política e poder no Brasil. São Paulo: Perseu Abramo, 2006.

MANIN, B. As metamorfoses do governo representativo. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, ano X, n. 29, p. 5-34, 1995.

MARTINS, T. F. A construção da imagem de Dilma Rousseff (PT) na esfera midiática: dissonâncias e convergências narrativas entre a presidente e a candidata à reeleição. 2016. Dissertação (Mestrado em Comunicação) − Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016.

MIGUEL, L. F.; BIROLI, F. (org.). Mídia representação e democracia. São Paulo: Hucitec,2010.

NOGUERA, F. La campaña permanente. In: IZURIETA, R.; PERINA, R. M.; Arterton, C. (ed.). Estrategias de comunicación para gobiernos. Washington, D.C.: The George Washington University, 2001.

PÊCHEUX, M. Papel da memória. In: ACHARD, Pierre et al. (org.). Papel da memória. Campinas: Pontes, 1999.

RUBIM, A. A. C. Visibilidades e estratégias nas eleições presidenciais de 2002 no Brasil: política, mídia e cultura. In: Encontro Internacional de Estudos de Mídia e Eleições, 3., 2002, Salvador.

SANTOS, W. G. Democracia impedida. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2017.

SOUZA, J. A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado. Rio de Janeiro: LeYa, 2016.

SCHWARTZENBERG, R. G. O Estado espetáculo: ensaio sobre e contra o star system em política. São Paulo: Círculo do Livro, 1977.

SINGER, A. Raízes sociais e ideológicas do lulismo. Novos Estudos, v. 28, n. 85, p. 83-102, 2009.

TENÓRIO, G. G. Propaganda partidária gratuita: dilemas e implicações sobre os partidos políticos e a comunicação política brasileira. Revista Compolítica, Rio de Janeiro, n. 2, v. 2, p. 85-108, 2011.

THOMPSON, J. B. A mídia e a modernidade. Petrópolis: Vozes, 1998.

WEBER, M. H. Espaço público e acontecimento: do acontecimento público ao espetáculo político-midiático. Caleidoscópio, Lisboa, n. 10, p. 189-203, 2011.

Downloads

Publicado

2019-12-12

Como Citar

MONTUORI, C.; OLIVEIRA, L. A. de; GOMES, V. B.; CAMPOS, M. M. de. As últimas propagandas partidárias do PT: ênfase no lulismo e memória histórica (PPG). RuMoRes, [S. l.], v. 13, n. 26, p. 392-413, 2019. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2019.155426. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/155426. Acesso em: 20 out. 2020.

Edição

Seção

Artigos