Mudaram as Princesas?

Ressignificações da identidade feminina nos SRSs

  • Marcia Perencin Tondato Escola Superior de Propaganda e Marketing
  • Maria Giselda Vilaça Centro Universitário UniFBV | Wyden
Palavras-chave: Comunicação, consumo, identidade, princesas, redes sociais

Resumo

Neste artigo discutimos as ressignificações das Princesas Disney em sites de redes sociais, em que perfis são criados de acordo com interesses diversos. O ponto de partida é o imaginário do feminino surgido nos contos clássicos do século XIX (Grimm, Andersen, La Fontaine, Perrault e Lewis Carroll) e originalmente não escritos para o universo infantil, mas metamorfoseados pela indústria da fantasia na forma de uma diversidade de produtos. O debate tem origem na mudança ainda lenta percebida no perfil das princesas nos últimos dez anos: de jovens indefesas, sonhadoras e esperando pelo príncipe encantado a pequenas heroínas idealistas que lutam por uma causa. O objetivo é explorar essas ressignificações, tomando como base perfis de princesas no Facebook, com o intuito de analisar os elementos constituintes em busca de sinalizadores da representação da identidade feminina na contemporaneidade.

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Biografia do Autor

Marcia Perencin Tondato, Escola Superior de Propaganda e Marketing

Docente titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Líder do Grupo de Pesquisa CNPq Comunicação, Consumo e Identidades Socioculturais (CiCO). Coordenador Obitel-ESPM.

Maria Giselda Vilaça, Centro Universitário UniFBV | Wyden

Docente no Centro Universitário UniFBV Wyden. Publicitária, mestre em Linguística e professora dos cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Design da UniFBV Wyden. Pesquisadora do CiCO.

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Publicado
2019-12-12
Como Citar
TONDATO, M.; VILAÇA, M. Mudaram as Princesas?. RuMoRes, v. 13, n. 26, p. 370-391, 12 dez. 2019.
Seção
Artigos