As Estações (1975), de Artavazd Peleshian: uma abordagem poética para um regime documental da sensibilidade

  • João de Deus Barreto Segundo Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Análise fílmica, documentário, Artavazd Peleshian, As Estações.

Resumo

O campo de estudo do cinema documental é fervilhante de aproximações científicas para um objeto que, por excelência, é fugidio, uma vez que o filme documental geralmente se propõe a apreender a realidade tal qual ela se apresenta, sem re-encenações, assumindo assim como compromisso ético, formal e estilístico, um parâmetro indexical. O cinema documental gira, eminentemente, em torno de um discurso ou argumento construído sobre o mundo material. Dito isto, o filme As Estações (Vremena Goda, 1975), do cineasta armênio Artavazd Peleshian, foi escolhido para análise por apresentar especificidades que o tornam bastante peculiar, a saber, o fato de aparentar ser mais propriamente um registro de uma sensibilidade extrapolando o registro de fatos sociais. Para tanto, será utilizada uma metodologia de análise interna – imanente – da obra fílmica, vinculada a uma breve análise do contexto de produção, que, juntas, devem favorecer a análise final com solidez metodológica. A partir do filme e dentro do campo de estudos do documentário cinematográfico, o presente artigo objetiva entender melhor o funcionamento de um texto fílmico que busca, dentro um regime estético, se debruçar sobre o registro documental de uma realidade específica.

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Biografia do Autor

João de Deus Barreto Segundo, Universidade Federal da Bahia
Mestrando em comunicação pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Bacharel em Comunicação com habilitação em jornalismo pela mesma faculdade.
Publicado
2010-12-06
Como Citar
BARRETO SEGUNDO, J. DE D. As Estações (1975), de Artavazd Peleshian: uma abordagem poética para um regime documental da sensibilidade. RuMoRes, v. 4, n. 8, 6 dez. 2010.
Seção
Artigos