Adaptação transcultural do ABILOCO

uma medida de habilidade de locomoção, específica para indivíduos pós acidente vascular encefálico

  • Patrick Roberto Avelino Universidade Federal de Minas Gerais
  • Iza Faria-Fortini Universidade Federal de Minas Gerais
  • Marluce Lopes Basílio Universidade Federal de Minas Gerais
  • Kênia Kiefer Parreiras de Menezes Universidade Federal de Minas Gerais
  • Lívia de Castro Magalhães Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Locomoção, Comparação Transcultural

Resumo

O ABILOCO, específico para adultos pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), é um questionário para avaliação de habilidade de locomoção. Para sua aplicação na população brasileira, é necessário que seja realizada a sua adaptação transcultural. Objetivo: Realizar a adaptação transcultural do ABILOCO para uso no Brasil. Métodos: O processo de adaptação transcultural seguiu diretrizes padronizadas, sendo realizado em cinco etapas: tradução, retrotradução, síntese das traduções, avaliação pelo comitê de especialistas e teste da versão pré-final. A versão pré-final foi aplicada em 10 indivíduos pós- AVE, que responderam ao questionário e foram indagados sobre como interpretaram cada item. Resultados: O processo de adaptação transcultural seguiu todas as recomendações propostas, sendo necessários apenas acréscimos em dois itens, para possibilitar melhor compreensão. Resultados satisfatórios foram obtidos no teste da versão pré-final, uma vez que não houve nenhum problema quanto à redação e clareza dos itens ou ao objetivo do questionário. Conclusão: A versão final do ABILOCO, denominada ABILOCO-Brasil, demonstrou satisfatório grau de equivalência semântica, conceitual e cultural para uso em contextos clínicos e de pesquisa no Brasil. Estudos futuros devem ser conduzidos para dar continuidade ao processo de validação do questionário

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Patrick Roberto Avelino, Universidade Federal de Minas Gerais
Fisioterapeuta, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Iza Faria-Fortini, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Marluce Lopes Basílio, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Kênia Kiefer Parreiras de Menezes, Universidade Federal de Minas Gerais
Fisioterapeuta, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Lívia de Castro Magalhães, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Referências

Mozaffarian D, Benjamin EJ, Go AS, Arnett DK, Blaha MJ, Cushman M, et al. Heart disease and stroke statistics--2015 update: a report from the American Heart Association. Circulation. 2015;131(4):e29-322. DOI: http://dx.doi.org/10.1161/CIR.0000000000000152

Alonso de Leciñana M, Gutiérrez-Fernández M, Romano M, Cantú-Brito C, Arauz A, Olmos LE, et al. Strategies to improve recovery in acute ischemic stroke patients: Iberoamerican Stroke Group Consensus. Int J Stroke. 2014;9(4):503-13. DOI: http://dx.doi.org/10.1111/ijs.12070

Carr J, Shepherd R. Neurological rehabilitation. Optimizing motor performance. London: Churchill Livingstone; 2010.

Pereira CF, Lemos MM, Benvenuto MC, Fonseca GA. Enfoque sobre pesquisa prospectiva no AVC. Med Reabil. 1993;34(36):9-13.

Pollock A, St George B, Fenton M, Firkins L. Top 10 research priorities relating to life after stroke - consensus from stroke survivors, caregivers, and health professional. Int J Stroke. 2014;9(3):313-20. DOI: http://dx.doi.org/10.1111/j.1747-4949.2012.00942.x

Caty GD, Arnould C, Stoquart GG, Thonnard JL, Lejeune TM. ABILOCO: A rasch-built 13-Item questionnaire to assess locomotion ability in stroke patients. Arch Phys Med Rehabil. 2008;89(2):284-90. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.apmr.2007.08.155

CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. São Paulo: Edusp; 2003.

Lemmens RJ, Timmermans AA, Janssen-Potten YJ, Smeets RJ, Seelen HA. Valid and reliable instruments for arm-hand assessment at ICF activity level in persons with hemiplegia: a systematic review. BMC Neurol. 2012;12:21. DOI: http://dx.doi.org/10.1186/1471-2377-12-21

Penta M, Tesio L, Arnould C, Zancan A, Thonnard JL. The ABILHAND questionnaire as a measure of manual ability in chronic stroke patients: Rasch-based validation and relationship to upper limb impairment. Stroke. 2001;32(7):1627-34. DOI: http://dx.doi.org/10.1161/01.STR.32.7.1627

Basílio ML, Faria-Fortini I, Magalhães LC, Assumpção FS, Carvalho AC, Teixeira-Salmela LF. Cross-cultural validity of the Brazilian version of the ABILHAND questionnaire for chronic stroke individuals, based on Rasch analysis. J Rehabil Med. 2016;48(1):6-13. DOI: http://dx.doi.org/10.2340/16501977-2044

Tyson S, Connell L. The psychometric properties and clinical utility of measures of walking and mobility in neurological conditions: a systematic review. Clin Rehabil. 2009;23(11):1018-33. DOI: http://dx.doi.org/10.1177/0269215509339004

Lee WJ, Park GY, Han ZA, Kim HW, Cho SU, Oh SJ, et al. Korean Version of the ABILOCO Questionnaire in the Assessment of Locomotion in Hemiplegic Stroke Patients. Ann Rehabil Med. 2013;37(1):72-81. DOI: http://dx.doi.org/10.5535/arm.2013.37.1.72

Caty GD, Theunissen E, Lejeune TM. Reproducibility of the ABILOCO questionnaire and comparison between selfreported and observed locomotion ability in adult patients with stroke. Arch Phys Med Rehabil. 2009;90(6):1061-3. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.apmr.2008.12.008

Arnould C, Vandervelde L, Batcho CS, Penta M, Thonnard JL. Can manual ability be measured with a generic ABILHAND scale? A cross-sectional study conducted on six diagnostic groups. BMJ Open. 2012;2(6):1-9. DOI: http://dx.doi.org/10.1136/bmjopen-2012-001807

Grimby G, Tennant A, Tesio L. The use of raw scores from ordinal scales: Time to end malpractice? J Rehabil Med. 2012;44(2):97-8.

Rehab-scales [homepage on the Internet]. Louvain-la-Neuve: Université Catholique de Louvain; c2007 [cited 2016 Jul 22]. Available from: http://www.rehab-scales.org/

Bond TG, Fox CM. Applying the Rasch Model: Fundamental measurement in the human sciences. New York: Routledge; 2010.

Beaton DE, Bombardier C, Guillemin F, Ferraz MB. Guidelines for the process of cross-cultural adaptation of self report measures. Spine. 2000;25(24):3186-91. DOI: http://dx.doi.org/10.1097/00007632-200012150-00014

Wild D, Grove A, Martin M, Eremenco S, McElroy S, Verjee-Lorenz A, et al. Principles of Good Practice for the Translation and Cultural Adaptation Process for Patient-Reported Outcomes (PRO) Measures: report of the ISPOR Task Force for Translation and Cultural Adaptation. Value Health. 2005;8(2):94-104. DOI: http://dx.doi.org/10.1111/j.1524-4733.2005.04054.x

Guillemin F, Bombardier C, Beaton D. Cross-cultural adaptation of health related quality of life measures: Literature review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol. 1993;46(12):1417-32. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/0895-4356(93)90142-N

Lima RCM, Teixeira-Salmela LF, Magalhães LC, Gomes-Neto M. Propriedades psicométricas da versão brasileira da escala de qualidade de vida específica para acidente vascular encefálico: aplicação do modelo Rasch. Rev Bras Fisioter. 2008;12(2):149-56. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-35552008000200012

Saliba VA, Magalhães LC, Faria CD, Laurentino GE, Cassiano JG, Teixeira-Salmela LF. Cross-cultural adaptation and analysis of the psychometric properties of the Brazilian version of the Motor Activity Log. Rev Panam Salud Publica. 2011;30(3):262-71. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1020-49892011000900011

Faria CDCM, Teixeira-Salmela LF, Nadeau S. Predicting levels of basic functional mobility, as assessed by the Timed "Up and Go" test, for individuals with stroke: discriminant analyses. Disabil Rehabil. 2013;35(2):146-52. DOI: http://dx.doi.org/10.3109/09638288.2012.690497

Gregson JM, Leathley M, Moore AP, Sharma AK, Smith TL, Watkins CL. Reliability of the Tone Assessment Scale and the modified Ashworth scale as clinical tools for assessing poststroke spasticity. Arch Phys Med Rehabil. 1999;80(9):1013-6. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/S0003-9993(99)90053-9

Bertolucci PH, Brucki SM, Campacci SR, Juliano Y. The Mini-Mental State Examination in a general population: impact of educational status. Arq Neuropsiquiatr. 1994;52(1):1-7. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1994000100001

Mokkink LB, Terwee CB, Patrick DL, Alonso J, Stratford PW, Knol DL, et al. The COSMIN checklist for assessing the methodological quality of studies on measurement properties of health status measurement instruments: an international Delphi study. Qual Life Res. 2010;19(4):539-49. DOI: http://dx.doi.org/10.1007/s11136-010-9606-8

Mokkink LB, Terwee CB, Knol DL, Stratford PW, Alonso J, Patrick DL, et al. The COSMIN checklist for evaluating the methodological quality of studies on measurement properties: a clarification of its content. BMC Med Res Methodol. 2010;10:22. DOI: http://dx.doi.org/10.1186/1471-2288-10-22

Mokkink LB, Terwee CB, Patrick DL, Alonso J, Stratford PW, Knol DL, et al. The COSMIN study reached international consensus on taxonomy, terminology, and definitions of measurement properties for health-related patient-reported outcomes. J Clin Epidemiol. 2010;63(7):737-45. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jclinepi.2010.02.006

Terwee CB, Bot SD, de Boer MR, van der Windt DA, Knol DL, Dekker J, et al. Quality criteria were proposed for measurement properties of health status questionnaires. J Clin Epidemiol. 2007;60(1):34-42. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jclinepi.2006.03.012

Publicado
2016-12-29
Seção
Artigo Original