A multidisciplinaridade na redução da levodopa na pessoa com doença de Parkinson avançada

  • Bruna Yamaguchi Universidade Federal do Paraná
  • Manoela de Paula Ferreira Universidade Federal do Paraná
  • Vera Lúcia Israel Universidade Federal do Paraná
Palavras-chave: Doença de Parkinson, Terapias Complementares, Levodopa

Resumo

Objetivo: Identificar e comparar as pessoas com Doença de Parkinson (DP) que fazem atividades multidisciplinares com aqueles que não fazem. Método: Os participantes foram avaliados quanto ao estadiamento Hoehn e Yahr (HY) (1-4), idade, dose diária de levodopa, que atividades que participa, qualidade de vida (PDQ-39), atividade de vida diária e motor (UPDRS). Eles compararam os participantes e não participantes de atividades multidisciplinares quanto a estratificação dos níveis de HY entre aqueles com déficit de equilíbrio (níveis 3 e 4 HY), e aqueles que não têm problemas de equilíbrio (níveis 1 e 2 HY). Resultados: Avaliados 49 participantes de ambos os sexos (21 mulheres, 28 homens), destes 17 não participam de terapias multidisciplinares e 32 realizam pelo menos uma atividade interdisciplinar. Não houve diferenças entre os grupos. No entanto, ao estratificar os níveis de HY, percebemos que houve uma diferença estatística no nível de HY mais elevado quanto a dose diária de levodopa prescrita, entre participantes e não participantes de atividades multidisciplinares (P = 0,017). Conclusões: O achado aponta que para esse grupo de pessoas com maior gravidade da DP, que praticam atividades multidisciplinares precisam de dose de levodopa estatisticamente menor

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Biografia do Autor

Bruna Yamaguchi, Universidade Federal do Paraná
Fioterapeuta, Doutoranda da Universidade Federal do Paraná – UFPR
Manoela de Paula Ferreira, Universidade Federal do Paraná
Fioterapeuta, Doutoranda da Universidade Federal do Paraná – UFPR
Vera Lúcia Israel, Universidade Federal do Paraná
Professor Adjunto, Universidade Federal do Paraná – UFPR

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Publicado
2016-12-29
Seção
Artigo Original