Medo de quedas como fator comportamental determinante para redução da mobilidade funcional e risco de quedas na doença de Parkinson

  • Liliane Pereira da Silva Universidade Federal de Pernambuco – UFPE https://orcid.org/0000-0002-7451-0885
  • Carla Cabral dos Santos Accioly Lins Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Letícia do Nascimento Silva Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Kássia Maria Clemente da Silva Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Douglas Monteiro Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Tais Arcanjo Maropo da Silva Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
  • Otávio Gomes Lins Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
Palavras-chave: Doença de Parkinson, Acidentes por Quedas, Limitação da Mobilidade, Medo

Resumo

Objetivo: Verificar a repercussão do medo de cair sobre a mobilidade funcional e risco de quedas de pessoas com Doença de Parkinson. Método: Trata-se de um estudo transversal onde foram incluídas pessoas de ambos os sexos, com diagnóstico clínico de DP idiopática nos estágios 1 a 3 da escala original de Hoehn e Yahr e cadastradas no Programa Pró-Parkinson do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Foram excluídos pacientes que apresentassem outras doenças neurológicas, doenças sistêmicas descompensadas, alterações musculoesqueléticas, rebaixamento do nível cognitivo avaliado por meio do Mini Exame do Estado Mental e com depressão de moderada a grave avaliada pelo inventário de depressão de Beck. Os instrumentos de desfecho utilizados foram o questionário de histórico de quedas e o Timed Up and Go. Para verificar a normalidade da amostra foi utilizado o teste Shapiro-Wilk e para verificar a diferença entre os grupos foi utilizado Teste T para amostras independentes, considerando P < 0.05. Resultados: Amostra foi composta por 18 pacientes, 11 pacientes (61%) relataram medo de cair com ou sem histórico de quedas no último ano. Aumento significativo no tempo para realização do TUG foi observado no grupo com medo de cair em relação ao grupo sem medo de cair (P = 0.012). Conclusão: O medo de cair é um fator comportamental que apresenta repercussões negativas na mobilidade funcional e risco de quedas do indivíduo com doença de Parkinson, sendo necessário considerar esse fator na elaboração dos protocolos de tratamento do paciente.

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Publicado
2018-03-31
Seção
Artigo Original