O Short Physical Performance Battery é uma ferramenta discriminativa para identificar baixa qualidade de vida em mulheres na pós-menopausa sobreviventes do câncer ginecológico

  • Paulo Ricardo Prado Nunes Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Aletéia de Paula Souza Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Fernanda Maria Martins Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Anselmo Alves Oliveira Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Rosekeila Simões Nomelini Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Márcia Antoniazi Michelin Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Eddie Cândido Murta Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Fábio Lera Orsatti Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Resumo

Efeitos adversos do tratamento (modificações da massa corporal e reduções da capacidade muscular e mobilidade) podem modificar a qualidade de vida (QV) de sobreviventes de câncer. Semelhantemente, a menopausa e o envelhecimento podem promover alterações antropométricas e da função física. Portanto, torna-se necessário o levantamento de ferramentas para predizer, distintamente, a QV em mulheres na pós menopausa (PM) e em mulheres na pós menopausa sobreviventes de câncer ginecológico (PMSCG). Objetivo: Examinar a contribuição da força, mobilidade e do índice de massa corporal (IMC) sobre as alterações da QV em PM (n = 35; 62,1±8,2 anos) e PMSCG (n = 51; 60,8±11,4 anos). Métodos: Aplicou-se questionário de QV (SF-36), avaliação antropométrica (IMC), dinamometria de preensão manual (DPM) e short physical performance battery (SPPB). Resultados: Participantes apresentaram sobrepeso, baixo score em SF-36 e DPM normal, sem diferenças entre os grupos. O score de SPPB foi maior em PM (p<0,001). Análise de regressão linear de QV, indicou IMC (beta = -0,27) e o SPPB (beta = 0,57), como os mais fortes preditores em PM e PMSCG, respectivamente. A área sob a curva para o score do SPPB foi 0,74 (95% CI: 0,57-0.87; P = 0,015) em PMSCG e 0,62 (95% CI: 0,47-0,75; P = 0,181) em PM. Conclusão: O presente estudo demonstrou que para PMSCG o principal preditor da QV foi a mobilidade (SPPB), enquanto o IMC foi o mais forte contribuidor em PM. Portanto, o SPPB é um teste específico para identificar reduções na QV pacientes sobreviventes de câncer ginecológico.

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Publicado
2018-03-31
Como Citar
1.
Nunes P, Souza A, Martins F, Oliveira A, Nomelini R, Michelin M, Murta E, Orsatti F. O Short Physical Performance Battery é uma ferramenta discriminativa para identificar baixa qualidade de vida em mulheres na pós-menopausa sobreviventes do câncer ginecológico. Acta Fisiátr. [Internet]. 31mar.2018 [citado 23ago.2019];25(1):27-0. Available from: http://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/158830
Seção
Artigo Original