Características do perfil de indivíduos amputados atendidos em um instituto de reabilitação

  • Daniela Mitiyo Odagiri Utiyama Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Heyriane Martins dos Santos Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Leticia Gori Alves del Papa Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Nadja Moreira da Silva Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Viviane Caroline Sales Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Denise Vianna Machado Ayres Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo
  • Fabio Marcon Alfieri Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo https://orcid.org/0000-0002-5242-3246
  • Linamara Rizzo Battistella Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP https://orcid.org/0000-0001-5275-0733
Palavras-chave: Amputados, Pacientes Internados, Serviços de Reabilitação

Resumo

Objetivo: Apresentar características do perfil de indivíduos amputados unilaterais na fase pré protética atendidos em um instituto de reabilitação hospitalar. Método: Estudo retrospectivo a partir dos registros dos prontuários dos pacientes amputados do Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Universidade de São Paulo que realizaram reabilitação hospitalar na instituição. Foram analisados os prontuários de julho de 2015 até novembro de 2018. Nestes prontuários foram coletadas as informações sobre: idade, gênero, tipo de lesão, tempo da lesão, etiologia da lesão, mobilidade funcional por meio do teste Timed Up and Go (TUG), equilíbrio/funcionalidade por meio do teste Amputee Mobility Predictor (AMP), capacidade de caminhar por meio do teste de caminhada de 2 minutos (TC2Min). Análises descritivas foram feitas para avaliar as características demográficas e clínicas dos pacientes. Resultados: A média de idade foi de 43,59±16,52 anos, com tempo de amputação de 21,9±32,7 meses. Houve predominância do gênero masculino e a etiologia traumática e amputação transfemoral foram as mais prevalentes. Os dados clínicos encontrados foram: tempo de execução do teste TUG: 18,7 segundos, da AMP: 31,2 pontos, TC2Min: 111,2 metros.  Conclusão: Na fase pré-protética, a origem traumática foi predominante, sendo a maioria do gênero masculino. A amputação transfemoral foi superior às demais. O tempo médio da amputação até a internação é quase de dois anos. Os testes clínicos embora apresentem bons resultados, mostram a necessidade de serem aprimoradas as questões como, por exemplo, a mobilidade funcional que é condizente com risco de quedas nestes indivíduos. 

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Publicado
2019-03-31
Seção
Artigo Original