Core set da Classificação Internacional da Funcionalidade para lesão medular

construção e validação de instrumento

  • Patrícia Carla Vianna Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP
  • Soraia Assad Nasbine Rabeh Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP https://orcid.org/0000-0002-5998-5137
  • Juliana Nogueira Coelho Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – FMRP/USP
  • Marcelo Riberto Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – FMRP/USP https://orcid.org/0000-0001-9549-8830
  • Fabiana Faleiros Santana Castro Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP
  • Maria Lorena Teodoro Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP
Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal/reabilitação, Estudos de Validação, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Resumo

Objetivo: Descrever o processo de desenvolvimento e validação do instrumento baseado no Core Set resumido da Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para indivíduos com lesão medular aguda. Método: No estudo metodológico foi desenvolvido um instrumento para avaliação da funcionalidade de indivíduos com lesão medular aguda traumática. A validação de face e conteúdo do instrumento foi realizada por um comitê de especialistas, compreendendo as etapas preconizadas na literatura. Como parte desse processo, foi realizado o pré-teste, com 10 indivíduos com lesão medular aguda traumática, com até 6 meses de lesão. Resultados: Na maioria dos itens do instrumento, os participantes fizeram sugestões que visavam à modificação de termos técnicos, para serem substituídos ou reformulados para melhor compreensão pelo público alvo. Para a análise de dados o mínimo de concordância estabelecido foi de 80%. Conclusão: A contribuição do estudo refere-se à possibilidade de utilizar uma ferramenta inovadora pela equipe multidisciplinar na prática clínica.

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Referências

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Publicado
2019-03-31
Seção
Artigo Original