Aplicabilidade dos qualificadores da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em pacientes neurológicos adultos em um centro de reabilitação em São Paulo, Brasil

  • Juliana Leme Gomes Associação de Assistência à Criança com Deficiência – AACD
  • Uleida de Brito Lima Lopes Associação de Assistência à Criança com Deficiência – AACD https://orcid.org/0000-0001-9695-3460
  • Simone Ferreira de Freitas Associação de Assistência à Criança com Deficiência – AACD
  • Luana Talita Diniz Ferreira Associação de Assistência à Criança com Deficiência – AACD
  • Clarissa Barros de Oliveira Associação de Assistência à Criança com Deficiência – AACD
Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Pessoas com Deficiência, Manifestações Neurológicas, Centros de Reabilitação, Fisioterapia

Resumo

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) vem sendo utilizada na Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) desde 2011 no setor de Fisioterapia Adulto. Esta Classificação, desde então, serve como base para nortear os objetivos funcionais traçados, para melhorar a comunicação entre os setores multiprofissionais e para indicar qualidade assistencial para fins de auditoria de serviço institucional. A experiência foi válida para a instituição e bem aceita pelos seus colaboradores, e seu uso pôde ser expandido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o uso dos códigos da CIF não está completo sem a utilização dos seus qualificadores. Dessa forma o presente trabalho tem como objetivo descrever a implantação da CIF e seus qualificadores no setor de fisioterapia de adultos da instituição. O instrumento adaptado para uso neste serviço permite avaliar o paciente na sua admissão e acompanhar sua evolução ao longo do seu processo de reabilitação, de forma a ser utilizado como indicador de evolução setorial. Será relatado nesse trabalho o processo que foi realizado: a implantação da classificação, o estudo de aprofundamento na qualificação preconizada; desenvolvimento de um instrumento adequado para a prática clínica do serviço; treinamento dos profissionais e projeto piloto; além de reportar dados iniciais na forma de indicadores de evolução.

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Publicado
2019-03-31
Seção
Artigo Original