Agroecologia e campesinato: uma nova lógica para a agricultura do futuro

Autores

  • Valeria de Marcos Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1808-1150.v0i7p182-210

Palavras-chave:

agroecologia, feira agroecológica, mandala, assentamento rural, camponês.

Resumo

A fase atual de desenvolvimento capitalista tem buscado impor na agricultura um modelo de agricultura tecnificada, com a presença cada vez menor de trabalhadores no campo. Após o incentivo à expansão do cultivo de grãos transgênicos, outro caminho que tem sido aberto é aquele dos biocombustíveis – na verdade agrocombustíveis –, vendidos pela mídia como culturas “ecologicamente corretas”. Trata-se de mais uma investida do agronegócio para tentar driblar os efeitos da crise pela qual tem passado, e da reapresentação dos monocultivos em grandes extensões, como é o caso da cana-de-açúcar para a produção do álcool combustível, cada vez em maior expansão no campo brasileiro, em especial naquele paulista. Os camponeses, porém, não têm aceitado essas imposições e têm buscado uma alternativa para o próprio futuro, e, com ele, também o nosso. É nesse quadro que a agroecologia tem ganhado cada vez mais espaço e, juntamente com ela, a discussão sobre a retomada da dimensão local do desenvolvimento, de um desenvolvimento que, além de local, seja capaz de autossustentar-se. O presente trabalho tratará dessa discussão a partir de exemplos bem sucedidos de produção e comercialização de produtos agroecológicos que têm proporcionado a camponeses no estado da Paraíba, do Alto Sertão à Zona da Mata, a conquista da liberdade e da autonomia camponesa através da reforma agrária.

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Publicado

2007-12-01

Como Citar

Marcos, V. de. (2007). Agroecologia e campesinato: uma nova lógica para a agricultura do futuro. Agrária (São Paulo. Online), (7), 182-210. https://doi.org/10.11606/issn.1808-1150.v0i7p182-210

Edição

Seção

Teoria em Debate