Territórios autônomos zapatistas: esboços de uma geografia alternativa

  • Fábio Márcio Alkmin Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
  • Graziela Menezes de Jesus Universidade Federal do Espírito Santo
Palavras-chave: Autonomia, Território, Movimentos indígenas, América Latina, EZLN

Resumo

Observa-se nas últimas três décadas a emergência política de diversas organizações indígenas nos países latino-americanos. Um divisor de águas desse fenômeno foi o levante armado do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), em 1994, no estado de Chiapas (México). Entre as demandas já “tradicionais” dos povos indígenas, como a questão da permanência à terra, o movimento zapatista incluiu em sua pauta política a reivindicação por autonomia, entendida, nesse contexto, como um distinto regime jurídico-territorial que permita aos povos indígenas mexicanos o exercício concreto da autodeterminação. Após o fracasso na aprovação de uma lei que definisse os marcos legais desse regime autonômico os zapatistas decidem consolidar unilateralmente a autonomia que já vinha desenvolvendo em suas comunidades, desde o final de 1994. A partir dessa “autonomia em resistência” suprimiram qualquer tipo de relação com o Estado. As mudanças dessas relações de poder se projetaram no espaço, onde, a partir da conformação de comunidades, municípios e zonas autônomas, criaram-se governos paralelos zapatistas, operantes até a presente data. Um panorama dessa estrutura político-territorial é o objeto do presente artigo.

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Biografia do Autor

Fábio Márcio Alkmin, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo.

Graziela Menezes de Jesus, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutora em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Publicado
2013-12-04
Como Citar
Alkmin, F. M., & Jesus, G. M. de. (2013). Territórios autônomos zapatistas: esboços de uma geografia alternativa. Agrária (São Paulo. Online), (19), 158-195. https://doi.org/10.11606/issn.1808-1150.v0i19p158-195
Seção
Dossiê