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Sociedade armada: o modo senhorial de atuação no Brasil Império

Adilson José de Almeida

Resumo


Este artigo aborda o emprego da violência armada nas relações políticas sob o Império brasileiro. De fato, chama atenção na vida política brasileira, e num extenso período que abrange de meados do século XVIII à primeira metade do século XX, a recorrência de conflitos armados. A violência física era recurso nas disputas por poder no governo geral do país, nas lutas entre setores das elites regionais pelos governos provinciais, depois estaduais, e no controle de municípios pelas lideranças locais. O estudo do uso de armas na vida política logo mostrou que a violência armada era largamente empregada, também, na vida social do país. Os homens tinham acesso a armas e as usavam nos seus conflitos interpessoais, nas disputas por terras, etc. Ao problema geral da formação do Estado brasileiro com as lutas nas instâncias de governo juntou-se o problema de uma sociedade armada, isto é, uma sociedade que tem capacidade de obter e empregar armas independentemente das instâncias governamentais. Este artigo estuda, especificamente, as formas de reprodução da sociedade armada, os meios que ela criou para se manter na posse de armas e a capacidade para empregá-las nas situações de conflito. Numa sociedade cujas pessoas dispunham facilmente de armas, que estavam nas mãos dos senhores e das famílias, os homens precisavam saber manejá-las e lutar. Como aprendiam isso? Para responder esta pergunta propõe-se a noção de "modo senhorial de atuação armada".

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1982-02672015v23n0204

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