PCH: a preservação do patrimônio cultural e natural como política regional e urbana

  • Paulo Ormindo de Azevedo Universidade Federal da Bahia

Resumo

Este texto analisa as raízes do Programa das Cidades Históricas, sua criação em 1973 e sua desativação no início da década de 1980. Suas raízes estariam na inserção do Iphan na rede de cooperação internacional, no ideário de seu principal articulador, o arquiteto Renato Soeiro, e no objetivo do governo militar de promover o desenvolvimento da região Nordeste. Para sua criação, teria contribuído a presença de nordestinos e nortistas em ministérios e altos postos do governo militar. Após 36 anos da criação do Sphan, o protagonismo das ações sobre o patrimônio seria transferido do Rio de Janeiro para o Recife, fortalecendo grupos locais e dando início a uma disputa pelo controle do Iphan. Sem contar mais com o apoio da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral da Presidência da República, o PCH começa a ser desativado em 1979, no governo do Gal. João Figueiredo, com uma nova política cultural destinada a criar uma base popular para a "abertura política gradual e controlada". Paralelamente a essa mudança ideológica, se acirra a disputa entre os grupos do Recife e do Rio de Janeiro e se dá a progressiva desativação do PCH.

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Publicado
2016-04-01
Como Citar
Azevedo, P. (2016). PCH: a preservação do patrimônio cultural e natural como política regional e urbana. Anais Do Museu Paulista: História E Cultura Material, 24(1), 237-256. https://doi.org/10.1590/1982-02672016v24n0109
Seção
Estudos de Cultura Material/Dossiê