O antropófago Oswald de Andrade e a preservação do patrimônio: um "devorador" de mitos?

  • Renata Campello Cabral Universidade Federal de Pernambuco
  • Paola Berenstein Jacques Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Oswald de Andrade, IPHAN, Conservação

Resumo

Um documento inédito de 1930, atribuído pelas autoras do presente artigo a Oswald de Andrade, no qual ele sugere as “Bases para a Criação e Organização do De- partamento de Defesa e Conservação do Patrimônio Artístico do Brasil”, é o ponto de partida para se discutir a sombra historiográfica que encobre o escritor como um dos agentes da constituição, no campo das ideias, de uma cultura preservacionista no país, particularmente no âmbito dos antecedentes do desenho de constituição do futuro Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que tem hoje na figura de Mário de Andrade o centro de seu mito fundador. Propõe-se problematizar essa questão a partir de aspectos da biografia de Oswald de Andrade, suas ideias, posições políticas, seu lugar social, suas amizades e ini- mizades. Anima o debate a pergunta: haveria uma dificuldade em se admitir a provocadora presença de um “conservador antropófago” na história de constituição do principal órgão de preservação federal no Brasil?

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Biografia do Autor

Renata Campello Cabral, Universidade Federal de Pernambuco

Docente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DAU) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano (MDU) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Vice-líder do Laboratório de Urbanismo e Patrimônio (LUP/MDU)

Paola Berenstein Jacques, Universidade Federal da Bahia

Docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Faufba) e no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU/Faufba). Coordena o grupo de pesquisa Laboratório Urbano

Publicado
2018-11-29
Como Citar
Cabral, R., & Jacques, P. (2018). O antropófago Oswald de Andrade e a preservação do patrimônio: um "devorador" de mitos?. Anais Do Museu Paulista: História E Cultura Material, 26, e32. https://doi.org/10.1590/1982-02672018v26e32
Seção
Estudos de Cultura Material