Parangolé-Botticelli: pensamento da montagem e razão prática da história da arte. Forma transicional e geometria do carnaval

  • Luis Pérez-Oramas
Palavras-chave: Hélio Oiticica, Parangolés, Aby Warburg, forma transicional

Resumo

O autor estende a noção de objeto teórico de Louis Marin a fim de promover a interposição de elementos anacrônicos entre si, a saber, a obra de Sandro Botticelli e os Parangolés criados por Hélio Oiticica. Tal associação permite ao autor traçar certas similitudes, hipótese que denomina Parangolé-Botticelli e que pretende, antes de tudo, tecer uma reflexão sobre a arqueologia das ilusões modernas. Sendo assim, se de um lado as imagens de Botticelli comunicam uma Antiguidade para além da própria Antiguidade, os Parangolés de Oiticica falam de uma arte para além da modernidade neoconcreta com a qual o artista fora envolvido.

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Biografia do Autor

Luis Pérez-Oramas
Luis Pérez-Oramas nasceu em Caracas, Venezuela, em 1960. Possui o título de PhD em História da Arte pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Lecionou História da Arte em universidades como a Université de Haute Bretagne-Rennes 2; École Régionale Superieure des Beaux Arts de Nantes e Instituto de Estudios Superiores de Artes Plásticas Armando Reverón, em Caracas. Entre 1995 e 2002, foi curador da Coleção Patricia Phelps de Cisneros. Em 2003, tornou-se curador adjunto do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, e, em 2006, foi nomeado ao cargo Estrellita Brodsky de Curador de Arte Latino-americana para o Departamento de Desenhos e Gravuras, que ocupa atualmente. Foi ainda curador geral da 30a Bienal de São Paulo.
Publicado
2017-10-27
Como Citar
Pérez-Oramas, L. (2017). Parangolé-Botticelli: pensamento da montagem e razão prática da história da arte. Forma transicional e geometria do carnaval. ARS (São Paulo), 15(30), 233-254. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2017.138471
Seção
Traduções