Experiências estético-dialógicas em arte-ativismo

Palavras-chave: arte-ativismo, espaço-público, interação dialógica, iconicidade, design político

Resumo

Embora frequentemente se entenda arte-ativismo como performances artísticas feitas por coletivos, experiências estéticas individuais, solitárias e silenciosas podem representar gestos de força criativa e contestatória. Ao tomar a arte-ativismo como objeto de estudo, o ensaio discute a potência dialógica de obras que, ocupando o espaço público, alteram as relações do entorno. Explora-se, assim, a dinâmica interativa por meio dos próprios objetos e eventos estéticos que, a partir de seus procedimentos, mostram-se capazes de iconizar tanto o gesto criador do artista quanto seu discurso e ideais mais amplos. Com isso, cria-se uma relação entre arte e política que estimula a exploração plástica do sensório, como se procurou examinar no ensaio.

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Biografia do Autor

Irene de Araujo Machado, Universidade de São Paulo

Irene de Araujo Machado é Livre Docente em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes. É Pesquisadora de Produtividade em Pesquisa (PQ 1D) e Professora de Semiótica da Comunicação na Cultura, dedicando-se aos estudos dos meios audiovisuais: semiótica do cinema, tradução intersemiótica e estudos do dialogismo. Atua no PPG em Meios e Processos Audiovisuais da USP, onde orienta pesquisas de mestrado, doutorado e pósdoutorado. Publicou livros no campo da semiótica russa, com destaque para: Analogia do dissimilar: Bakhtin e o formalismo russo (Perspectiva, 1989); O romance e a voz: a prosaica dialógica de M.Bakhtin (Imago, 1995); Escola de semiótica: a experiência de Tartu-Moscou para os estudos da cultura (Ateliê-Editorial, 2005).

Publicado
2019-12-30
Como Citar
Machado, I. (2019). Experiências estético-dialógicas em arte-ativismo. ARS (São Paulo), 17(37), 45-74. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2019.159755
Seção
Artigos