O cinema-caracol de Luis Tróchez Tunubalá

uma câmera Misak contra o(s) colonialismo(s)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.162787

Palavras-chave:

cinema indígena, colonialismo, Misak, contato interétnico, indianidade

Resumo

Este estudo analisa o documentário Na Misak (2018), do diretor indígena Luis Tróchez Tunubalá, do Cauca colombiano. Situando-o como filme-prismático, no marco do cinema indígena e do colonialismo reiterativo em Abya Yala, seu objetivo é investigar a tessitura fílmica a partir da perspectiva indígena sobre a construção da indianidade no contexto urbano contemporâneo. Utilizou-se o método comparado a partir de cotejos baseados na série histórica, ponto-contraponto, constelações e abordagem prismática. Entre os estudos antropológicos, históricos e de cinema, observou-se o cruzamento da escritura cinematográfica contracolonial, ensaística e autorreflexiva com dimensões da cosmologia Misak, a partir do qual o pensamento crítico se condensa no sistema fílmico, na experiência histórica e na performance corporal, artefatos que confrontam o(s) colonialismo(s) com outra história do contato.

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Biografia do Autor

Marcos Aurélio Felipe, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil

Professor associado do Centro de Educação-CE, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil.
Tem graduação em história, mestrado e doutorado em educação pela UFRN. Atua na área das tecnologias e das linguagens em contextos educacionais, nas modalidades presenciais e a distância. Coordenou o Setor de Produção de Materiais Didáticos (Impresso, Designer, Digital, Vídeo) da Secretaria de Educação a Distância (SEDIS) da UFRN. Tem publicações em periódicos nacionais e internacionais. Pesquisa história e linguagem do documentário, cinematografias contemporâneas e, em 2018-2019, desenvolveu projeto de pósdoutorado
no Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco (PPGCOM/UFPE) sobre cinema indígena no Brasil (Vídeo nas Aldeias - VNA). Investiga, no marco da pesquisa acadêmica, as múltiplas relações entre as dimensões audiovisuais e formativas, a partir dos estudos de cinema e da crítica
pós-colonial. Atualmente, tem projeto de pesquisa em andamento sobre as cinematografias indígenas de Abya Yala, especificamente as produções audiovisuais de cineastas indígenas “da” América do Sul.

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Publicado

2020-10-23

Como Citar

Felipe, M. A. (2020). O cinema-caracol de Luis Tróchez Tunubalá: uma câmera Misak contra o(s) colonialismo(s). ARS (São Paulo), 18(39), 225-259. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.162787

Edição

Seção

Artigos