A função-curador

discurso, montagem, composição

Palavras-chave: arte contemporânea, estudos curatoriais, crítica institucional

Resumo

O artigo procura analisar o modo como a curadoria foi se transformando ao longo das últimas décadas. De organizador de exposições, o curador assumiu-se como agente propositor de narrativas históricas alternativas. Nesse aspecto, a montagem de exposições passou a incorporar elementos da atividade crítica, sendo que, paradoxalmente, a curadoria atua no interior das instituições museológicas e muito próxima do mercado de arte. Pretendemos compreender esse processo não apenas sob a óptica da captura institucional da crítica, mas também como inexorável a um mundo globalizado, atento a perspectivas históricas heterogêneas.

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Biografia do Autor

Luiz Camillo Osorio, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Luiz Camillo Osorio nasceu no Rio de Janeiro, em 1963. É Professor-Associado e, atualmente, Diretor do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), pesquisador de produtividade do CNPQ e curador do Instituto PIPA. Entre 2009 e 2015, foi Curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio). Autor, entre outros, dos livros Razões da Crítica (Zahar, RJ, 2005) e Olhar à Margem (SESI-SP e Cosac&Naify, SP, 2016). 

Publicado
2019-12-30
Como Citar
Osorio, L. C. (2019). A função-curador. ARS (São Paulo), 17(37), 29-44. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2019.164117
Seção
Artigos