Feminino abjeto

caderno de processo

  • Janaina Fontes Leite Universidade de São Paulo

Resumo

Este texto trata do processo de criação do experimento Feminino Abjeto, sob a luz de seu principal conceito norteador, a abjeção, tal qual proposto pela filósofa Julia Kristeva. Segundo a autora, o conceito remonta às tentativas primeiras de nos separarmos do corpo materno como processo de individuação. Processo nunca inteiramente concluído, a abjeção e o território da mãe permanecem como uma espécie de margem do real. É a partir dessa ideia que Feminino abjeto buscou na mãe, ou na tensão mãe-filha, um caminho para problematizar as representações do feminino hoje.

Palavras-chave: Abjeção, Feminino, Processo de criação, Teatro contemporâneo.

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Biografia do Autor

Janaina Fontes Leite, Universidade de São Paulo

Doutoranda em Teoria e Prática do Teatro na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, orientada pelo professor doutor Felisberto Sabino da Costa e com pesquisa financiada pela Fapesp. É atriz, diretora, dramaturgista e integrante do Grupo XIX de Teatro de São Paulo. Fez mestrado sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena, que deu origem ao livro Autoescrituras performativas: do diário à cena, publicado pela Editora Perspectiva.

Publicado
2018-10-25
Como Citar
Leite, J. (2018). Feminino abjeto. Revista Aspas, 8(1), 210-240. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v8i1p210-240