Estudo da circulação e dos processos de mistura no extremo sul do mar de Cananéia: condições de dezembro de 1991

  • Luiz Bruner de Miranda Universidade de São Paulo; Instituto Oceanográfico
  • Afrânio Rubens de Mesquita Universidade de São Paulo; Instituto Oceanográfico
  • Carlos Augusto de Sampaio França Universidade de São Paulo; Instituto Oceanográfico
Palavras-chave: Sistema estuarino, Classificação, Hidrografia, Circulação, Advecção, Difusão turbulenta, Diagrama estratificação-circulação

Resumo

Foram analisados dados de correntes e de propriedades hidrográficas amostradas durante três ciclos completos de maré, em dezembro de 1991. O máximo valor da componente longitudinal da velocidade da corrente variou, para as condições de enchente e de vazante, de 50 a -100 cm/s com esses extremos precedendo de 1,0 a 1,5 horas a ocorrência dos instantes de maré alta e baixa, respectivamente. A componente transversal de velocidade mostrou que a circulação secundária predominava na direção leste com núcleos de máxima de até 30 cm/s em profundidades médias, enquanto que no sentido oposto (para oeste) essa componente apresentou valores máximos próximos a -10 cm/s na camada de superfície. A variabilidade da salinidade indicou uma quase homogeneidade vertical e durante a enchente o seu máximo (34,5-35,0 %o) precede a maré alta com uma defasagem de 1,0-2,0 horas. Entretanto, durante a vazante, a maré baixa precede o mínimo de salinidade (29,5-30,5 %o) com defasagens entre 2 e 3 horas. Não obstante a região estudada ser parte de um complexo sistema estuarino de planície costeira, o extremo sul do Mar de Cananéia foi classificado, de acordo com o Diagrama Estratificação-circulação, como parcialmente misturado e fracamente estratificado (Tipo 2a). O movimento resultante reverte a 2,5 m de profundidade e quase 100% do fluxo de sal estuário acima é devido a difusão turbulenta.
Publicado
1995-01-01
Seção
Artigos