Danos e anormalidades microscópicas das cabeças espermáticas indicadoras de estresse por calor em carneiros Merino Australiano <i> (Ovis aries) </i> da Patagônia Norte, Argentina

  • María Fernanda López Armengol Universidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Instituto de Biotecnología Agropecuaria del Comahue, Centro de Investigaciones en Toxicología Ambiental y Agrobiotecnología del ComahueUniversidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Laboratorio de Teriogenología “Dr. Héctor H. Morello”
  • Natalia Rubio Universidad Nacional del Comahue, Facultad de Economía y Administración, Departamento de Estadística
  • Guillermo Ariel Sabino Universidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Instituto de Biotecnología Agropecuaria del Comahue, Centro de Investigaciones en Toxicología Ambiental y Agrobiotecnología del Comahue
  • Nadia Soledad Bérgamo Universidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Instituto de Biotecnología Agropecuaria del Comahue, Centro de Investigaciones en Toxicología Ambiental y Agrobiotecnología del ComahueUniversidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Laboratorio de Teriogenología “Dr. Héctor H. Morello”
  • Valeria Pelufo Universidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Instituto de Biotecnología Agropecuaria del Comahue, Centro de Investigaciones en Toxicología Ambiental y Agrobiotecnología del ComahueUniversidad Nacional del Comahue, Facultad de Ciencias Agrarias, Laboratorio de Teriogenología “Dr. Héctor H. Morello”

Resumo

Na Patagônia Norte, os ovinos têm sua estação de acasalamento iniciada em 15 de março, portanto, ficam sujeitos às temperaturas do verão. A exposição de carneiros a estresse térmico aumenta a prevalência de danos microscópicos e anomalias morfológicas nos espermatozoides, que implica uma redução na fertilidade. Este trabalho avaliou a capacidade adaptativa de carneiros Merino Australiano com lã (N = 6) e tosquiados (N = 6): metade ficou ao ar livre e outra metade foi mantida em uma câmara climática por oito horas, durante cinco dias, chegando gradualmente a uma temperatura máxima de 40 °C. Foram analisados danos microscópicos, anormalidades e alterações ultramicroscópicas da membrana plasmática e do acrossoma da cabeça dos espermatozoides. Os resultados microscópicos confirmaram a existência de diferença significativa na porcentagem de espermatozoides sem cauda e com gota citoplasmática proximal, entre os ejaculados pós-tratamento. A temperatura afetou os carneiros tosquiados, principalmente a cabeça de seus espermatozoides, durante a espermatogênese. Alterações submicroscópicas foram observados na membrana plasmática quando ela estava presente no segmento anterior: quando não intacta, ficava ondulada ou dilatada. Quando a membrana plasmática estava ausente, o acrossoma podia se apresentar ondulado ou dilatado. Além disso, sob efeito do calor, a membrana acrossomal externa pode perder completamente seu conteúdo ou apresentar núcleo desnudo. A membrana plasmática assume uma forma ondulada pelo efeito da temperatura no epidídimo. Depois de dez semanas, a cabeça dos espermatozoides recuperou sua forma normal. Como demonstrado neste estudo, a cabeça sem cauda, as gotas citoplasmáticas proximais e as categorias ultramicroscópicas estudadas são indicadores do efeito do estresse térmico no sêmen, e os carneiros com maior cobertura de lã se adaptam melhor ao estresse por calor. Alterações de microscopia e de microscopia eletrônica de transmissão têm se mostrado excelentes indicadores de estresse por calor em carneiros Merino Australiano e podem ser ferramentas úteis para ajudar criadores de ovelhas a escolher quando começar a época de acasalamento, o que irá variar de acordo com as condições ambientais do verão.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2018-04-02
Como Citar
López Armengol, M. F., Rubio, N., Sabino, G., Bérgamo, N., & Pelufo, V. (2018). Danos e anormalidades microscópicas das cabeças espermáticas indicadoras de estresse por calor em carneiros Merino Australiano <i> (Ovis aries) </i&gt; da Patagônia Norte, Argentina. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 55(1), 1-11. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2018.112285
Seção
ARTIGO COMPLETO