Detecção de anticorpos caninos anti-AEC 1 por citometria de fluxo em cães pós-transfundidos com sangue AEC 1 positivo

  • Suzana Claudia Spinola dos Santos Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Programa de Pós-graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas
  • Ludmila Rodrigues Moroz Universidade Federal da Bahia, Hospital de Medicina Veterinária, Laboratório de Patologia Clínica
  • Mariane Melo dos Santos Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular
  • Allan Souza dos Santos Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular
  • Soraya Castro Trindade Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular
  • Roberto Meyer Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular
  • Maria de Fátima Dias Costa Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Laboratório de Neuroquímica e Biologia Celular
Palavras-chave: Aloanticorpos, Anticorpos caninos, AEC 1, Transfusão sanguínea em cães

Resumo

A escassez de cães doadores de sangue em situações de emergência na Medicina Veterinária pode levar a realização de transfusões de sangue entre animais que não tiveram seu tipo sanguíneo previamente determinado. O padrão de anticorpos serve como um sinal de alerta para animais que serão submetidos a uma segunda transfusão sanguínea, sendo essa somente recomendável a partir de cães doadores compatíveis. Este artigo aborda a pesquisa de anticorpos anti-AEC 1 pela técnica de citometria de fluxo em cães que receberam uma transfusão utilizando sangue do grupo AEC 1 positivo, comparando os resultados com aqueles obtidos a partir de reação cruzada. Foi utilizado sangue de 18 animais doadores do tipo AEC 1 positivo classificados por técnica cromatográfica para transfundir trinta e três animais com tipos sanguíneos desconhecidos, os quais mostraram reação cruzada negativa aos doadores. Nos dias 7, 14, 21 e 28 pós-transfusão, 45% e 27% dos animais mostraram-se positivos para os anticorpos anti-AEC 1, respectivamente, pela reação cruzada e através de citometria de fluxo. A pesquisa de anticorpos com o emprego da técnica de citometria de fluxo tem alta especificidade e sensibilidade, enquanto a reação cruzada, altamente sensível, tem baixa especificidade. Animais que não apresentaram positividade após a transfusão de sangue na reação cruzada e na citometria de fluxo concomitantemente foram considerados de qualquer outro grupo sanguíneo diferente do grupo sanguíneo AEC 1 positivo.

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Publicado
2018-04-04
Como Citar
Santos, S. C., Moroz, L., Santos, M., Santos, A., Trindade, S., Meyer, R., & Costa, M. de F. (2018). Detecção de anticorpos caninos anti-AEC 1 por citometria de fluxo em cães pós-transfundidos com sangue AEC 1 positivo. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 55(1), 1-7. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2018.122274
Seção
ARTIGO COMPLETO