Avaliação nutricional do milheto submetido à diferentes taxas de semeadura e alturas de corte

  • Lilian Monise Milke Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal
  • Mariana Campana Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal
  • Giovani Antônio Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal
  • Jozivaldo Prudêncio Gomes de Morais Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal
  • Elissandra Maiara de Castro Zilio Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Nutrição e Produção Animal
  • Juliana Aparecida Alves dos Santos Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Nutrição e Produção Animal
  • Tiago Antonio Del Valle Universidade Federal de São Carlos, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Nutrição e Produção Animal
Palavras-chave: Digestibilidade, Produção de forragem, Manejo do pasto, Lignina, FDN

Resumo

Os efeitos de diferentes taxas de semeadura e altura de corte na produção e composição bromatológica do milheto foram avaliados em dois experimentos executados em delineamento em blocos casualizados. No primeiro experimento, foram utilizadas 32 parcelas (1,2 x 1,2 m) e avaliadas as taxas de semeadura de 24, 35, 50 e 60 kg/ha. Três cortes foram realizados para avaliar a altura das plantas, a produção de massa fresca e seca, os teores de matéria seca (MS), fibra em detergente neutro (FDN), proteína bruta (PB) e lignina, assim como a digestibilidade in situ da matéria seca e FDN. No segundo experimento, 20 parcelas (1,2 x 3,0 m) foram usadas para avaliar o efeito das alturas de corte de 20, 30, 40 e 50 cm, sobre as variáveis previamente citadas. De acordo com o aumento da taxa de semeadura, houve aumento linear da altura das plantas e da produção de massa seca e fresca e tendência de redução linear da digestibilidade in situ da matéria seca, sem afetar a composição da forragem. A altura de corte não afetou a concentração de proteína bruta, mas aumentou linearmente a altura das plantas, a produção de massa seca e o teor de matéria seca e tendeu a reduzir a digestibilidade in situ da FDN e a concentração de lignina. Assim, o emprego de maiores taxas de semeadura (60 kg/ha) e de altura de corte (50 cm) aumentam a produção de forragem, enquanto que menores alturas de corte aumentam a qualidade da forragem.

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Publicado
2018-04-02
Como Citar
Milke, L., Campana, M., Antônio, G., Morais, J., Zilio, E., Santos, J., & Del Valle, T. (2018). Avaliação nutricional do milheto submetido à diferentes taxas de semeadura e alturas de corte. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 55(1), 1-8. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2018.127585
Seção
ARTIGO COMPLETO