Área rural do Pantanal brasileiro associada à ocorrência de anticorpos anti-<i>Leishmania</i> spp. em cães

  • Andréia Lima Tomé Melo Universidade de Cuiabá, Curso de Medicina Veterinária
  • Andréa Pereira da Costa Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
  • Selma Samiko Miyazaki Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Estação Ecológica de Taiamã
  • Matias Bassinello Stocco Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária
  • Thiago Borges Fernandes Semedo Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Biociências
  • Thábata dos Anjos Pacheco Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária
  • Rute Witter Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária
  • Richard de Campos Pacheco Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária
  • Marcelo Bahia Labruna Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
  • Arlei Marcili Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Universidade de Santo Amaro, Mestrado em Medicina Veterinária e Bem-Estar Animal
  • Daniel Moura de Aguiar Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária
Palavras-chave: Cão, Leishmania spp., Anticorpos, RIFI, ELISA, Pantanal

Resumo

Neste trabalho foi realizada uma avaliação sobre a presença de anticorpos anti-Leishmania infantum chagasi em cães domésticos das áreas urbanas e rurais da região do Pantanal brasileiro usando técnicas sorológicas. Um total de 429 cães foram amostrados em três áreas do bioma do Pantanal, incluindo os municípios de Poconé, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, em Mato Grosso, e o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A reação de imunofluorescência indireta (RIFI) foi utilizada para detectar anticorpos (ponto de corte de 40) de Leishmania infantum chagasi como antígeno. Devido à possibilidade de reação cruzada entre as espécies do gênero Leishmania, as amostras positivas na RIFI para L. infantum chagasi foram também avaliadas na RIFI utilizando L. amazonensis e L. braziliensis como antígenos. As amostras positivas na RIFI para L. infantum chagasi foram avaliadas utilizando o ensaio de imunoadsorção ligado à enzima (ELISA). Os resultados mostraram a presença de anticorpos contra L. infantum chagasi em 23 (5,36%; IC 95%: 3,50% -8,05%) cães e pelo menos um cão soro-reativo foi encontrado em todos os municípios avaliados neste estudo. Os títulos de anticorpos variaram de 40 a 5.120 e todas as amostras positivas na RIFI foram positivas no ELISA. Entre os 23 cães positivos, nove também reagiram para L. amazonensis e L. braziliensis. A ocorrência de anticorpos anti-L. infantum chagasi em cães foi maior nas áreas rurais (7,06%) do que nas áreas urbanas (2,50%) (P < 0,05). Com base neste estudo, concluímos que cães de áreas rurais do Pantanal tiveram contato com espécies de Leishmania, o que é uma informação relevante, dada a sua importância para a saúde pública.

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Publicado
2017-12-07
Como Citar
Melo, A., Costa, A., Miyazaki, S., Stocco, M., Semedo, T., Pacheco, T., Witter, R., Pacheco, R., Labruna, M., Marcili, A., & Aguiar, D. (2017). Área rural do Pantanal brasileiro associada à ocorrência de anticorpos anti-<i>Leishmania</i&gt; spp. em cães. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 54(4), 375-382. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2017.128549