Anatomia da aorta abdominal em raposa-do-campo (Lycalopex vetulus, Lund, 1842)

  • Dara Rúbia Souza Silva Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
  • Mônica Duarte da Silva Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
  • Marcos Paulo Batista de Assunção Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
  • Eduardo Paul Chacur Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
  • Daniela Cristina de Oliveira Silva Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Ciências Biomédicas, Departamento de Anatomia Humana
  • Roseâmely Angélica de Carvalho Barros Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
  • Zenon Silva Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão, Instituto de Biotecnologia, Departamento de Ciências Biológicas
Palavras-chave: Artéria aorta abdominal, Anatomia, Angiologia, Canídeos do cerrado, Raposa-do-campo

Resumo

A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) é o menor canídeo brasileiro, cujo peso varia entre 2 e 4 quilos, possui corpo esguio, a cabeça é pequena, focinho curto e enegrecido. Considerada uma espécie endêmica, pouco se sabe a seu respeito, e é um dos sete canídeos menos estudados no mundo. Assim, o presente estudo teve o objetivo de descrever a anatomia da parte abdominal da artéria aorta em raposa-do-campo e comparar com dados literários pré-estabelecidos de canídeos domésticos. Para a realização deste estudo foram utilizados dois exemplares de raposa-do-campo, adultos, sem idade definida. Os cadáveres dos animais foram recolhidos às margens de rodovias no entorno da Catalão-Goiás, fixados em solução aquosa de formol a 10% e conservados na mesma solução. Os resultados mostraram que a aorta abdominal da raposa-do-campo está localizada sobre a face ventral dos corpos vertebrais da região lombar, levemente deslocada para a esquerda do plano mediano. O primeiro ramo é visceral, denominado artéria celíaca, seguido por um ramo
parietal, pareado, as artérias frênico-abdominais. O terceiro e quarto ramos são a artéria mesentérica caudal e as artérias renais direita e esquerda, respectivamente. Os ramos posteriores das artérias renais são igualmente viscerais, pareados, denominados artérias testiculares. Distal à essas últimas, originam-se a artéria mesentérica caudal e as artérias circunflexas ilíacas profundas. Finalmente surgem duas grandes artérias ilíacas externas e os ramos terminais compostos pelas artérias ilíacas internas e artéria sacral mediana. Ao longo do trajeto da aorta abdominal, cinco pares de artérias lombares se originam da face dorsal. Considerando esses achados, pode ser concluído que a anatomia da aorta abdominal da raposa-do-campo é muito similar àquela de canídeos domésticos, embora ela seja um animal silvestre.

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Publicado
2018-12-21
Como Citar
Silva, D. R., Silva, M., Assunção, M. P., Chacur, E. P., Silva, D. C., Barros, R. A., & Silva, Z. (2018). Anatomia da aorta abdominal em raposa-do-campo (Lycalopex vetulus, Lund, 1842). Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 55(4), e146491. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2018.146491
Seção
ARTIGO COMPLETO