Periostite metacarpiana dorsal: incidência e fatores pré-disponentes

  • Flávio Gomes de Oliveira Universidade Federal Santa Maria, Santa Maria, RS
  • Karin Erica Brass Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Departamento de Clínica de Grandes Animais, Santa Maria, RS
  • Flávio Desessards De La Corte Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Departamento de Clínica de Grandes Animais, Santa Maria, RS
  • José Henrique Souza da Silva Universidade Federal de Santa Maria, Departamento de Zootecnia, Santa Maria RS
  • Carlos Antonio Mondino Silva Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Departamento de Clínica de Grandes Animais, Santa Maria, RS
Palavras-chave: Periostite, Metacarpiana, Dorsal, Fatores pré-disponentes, Exercício, Eqüinos

Resumo

Quarenta e dois potros Puro Sangue de Corrida, de 2 anos de idade, foram acompanhados clinicamente a cada 15 dias, durante o treinamento para sua primeira corrida, para determinar a incidência e possíveis fatores pré-disponentes da periostite metacarpiana dorsal. Durante dois meses no primeiro ano (n=25) e quatro meses (n=17) no segundo ano em que foi realizado o acompanhamento dos potros eles foram submetidos a exames físicos para a identificação de sinais clínicos de periostite metacarpiana dorsal. Dados como sexo, velocidade média, distância dos exercícios de velocidade e treinador foram tabulados. No primeiro ano 28% dos potros manifestaram periostite metacarpiana dorsal e no segundo ano este índice foi de 70,6%. Considerando-se todo o período de estudo a incidência foi de 45%. Não houve diferença entre os sexos na manifestação de periostite metacarpiana e velocidade média alcançada. A velocidade média desenvolvida pelos potros que permaneceram sadios e dos que apresentaram periostite metacarpiana se manteve entre 16 e 18 m/s. Nos 500 e 700m a velocidade média dos animais com periostite metacarpiana foi maior (p<0,05). A periostite metacarpiana se manifestou em 10 de 19 potros na distância de 700 m. Houve diferença na incidência de periostite metacarpiana e velocidade média atingida pelos potros de acordo com o treinador. Os potros treinados pelos treinadores que apresentaram maior incidência de periostite metacarpiana foram os mais rápidos. Portanto, fatores que favoreceram a manifestação de periostite metacarpiana foram velocidade média elevada sobre distâncias maiores como os 700m e regime de treinamento preconizado pelos diferentes treinadores.

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Publicado
2006-04-01
Como Citar
Oliveira, F., Brass, K., De La Corte, F., Silva, J., & Silva, C. (2006). Periostite metacarpiana dorsal: incidência e fatores pré-disponentes. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 43(2), 233-241. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2006.26504
Seção
NÃO DEFINIDA