Aspectos clínicos da indução experimental de acidose láctica ruminal em zebuínos e taurinos

  • Enrico Lippi Ortolani Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica Médica, São Paulo, SP
  • Celso Akio Maruta Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica Médica, São Paulo, SP
  • Antonio Humberto Hamad Minervino Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica Médica, São Paulo, SP
Palavras-chave: Bovinos, Raças, Susceptibilidade, Acidose láctica, Quadro clínico

Resumo

Utilizaram-se cinco garrotes Jersey (J) (Bos taurus) e cinco Gir (G) (Bos indicus) para comparar a susceptibilidade racial, por meio do quadro clínico, à acidose láctica ruminal aguda (ALRA), induzida experimentalmente. A ALRA foi caracterizada por taquicardia, redução dos movimentos ruminais, diarreia, desidratação e depressão no estado geral. Embora os bovinos G apresentassem maior taquicardia e uma tendência a uma desidratação mais severa, assim como estase ruminal, foram os J que manifestaram maior depressão no estado geral, requerendo um tratamento mais intenso para a recuperação. A normalização do apetite após o tratamento da ALRA foi mais demorada nos bovinos J. O conjunto de resultados indicou que os bovinos J são mais susceptíveis a desenvolverem quadros mais graves de ALRA, que os G. Quanto maior o déficit do volume plasmático, mais intensa a taquicardia (r = 0,67); não ocorreu influência do pH sanguíneo sobre a frequência cardíaca (r = - 0,25).

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Publicado
2010-08-01
Como Citar
Ortolani, E., Maruta, C., & Minervino, A. (2010). Aspectos clínicos da indução experimental de acidose láctica ruminal em zebuínos e taurinos. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 47(4), 253-261. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2010.26823
Seção
NÃO DEFINIDA