Avaliação histológica e morfométrica do retalho axial oris angularis e da terapia por ondas de choque aplicados a defeito palpebral experimental em cães

  • María Guadalupe Sereno Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Cláudia Valéria Seullner Brandão Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Bruna Patricia Almeida da Fonseca Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Ana Liz Garcia Alves Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Giuliana Brasil Croce Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Renée Laufer Amorim Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • João Leandro Vera Chiurciu Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Jose Joaquim Titton Ranzani Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu, SP
  • Carlos Roberto Padovani Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Botucatu, SP
Palavras-chave: Avaliação histológica, Morfometria, Retalho oris angularis, Terapia por ondas de choque extracorpóreas, Cães

Resumo

Os retalhos de padrão axial têm como característica significativa vascularização intrínseca, considerada uma vantagem sobre outras técnicas. Considerando que complicações isquêmicas podem afetar os retalhos cutâneos, técnicas de salvamento são descritas, dentre estas, a terapia por ondas de choque extracorpóreas (TOCE), descrita como capaz de modular a vascularização e cicatrização dos retalhos. O presente estudo avaliou histológica e morfometricamente 21 amostras de pele; destas, 14 foram submetidas à confecção do retalho axial, sendo sete tratadas também pela TOCE, obtidas da região distal do retalho axial oris angularis, utilizado para a reconstrução de defeitos palpebrais experimentais extensos em cães. Foram avaliadas também sete amostras de pele normal da mesma região acima descrita (grupo controle). Não foram evidenciadas diferenças histológicas significativas no infiltrado inflamatório e atrofia epidérmica microscopicamente. Na análise morfométrica, o número de vasos, a área vascular total e a área média foram semelhantes entre os grupos experimentais. O retalho oris angularis associado ou não à TOCE não apresentou características microscópicas de complicações inflamatórias e atróficas significativas. Sinais de integridade tecidual e vascularização sanguínea adequados foram observados em ambos os grupos tratados, demonstrando efetividade do retalho oris angularis. A aplicação da TOCE no retalho oris angularis, em dose única de 2500 impulsos a 0,15 mJ/mm² no pós-operatório imediato, não promoveu efeitos colaterais deletérios.

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Publicado
2011-06-01
Como Citar
Sereno, M., Brandão, C., Fonseca, B., Alves, A., Croce, G., Amorim, R., Chiurciu, J., Ranzani, J., & Padovani, C. (2011). Avaliação histológica e morfométrica do retalho axial oris angularis e da terapia por ondas de choque aplicados a defeito palpebral experimental em cães. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 48(3), 207-214. https://doi.org/10.11606/S1413-95962011000300004
Seção
NÃO DEFINIDA