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Efeito pró-inflamatório do vírus da febre aftosa em cobaias imunes e não imunes

Helio José Montassier, Gervásio Henrique Bechara, Euclides Braga Malheiros

Resumo


A estirpe O1Campos do vírus da febre aftosa (VFA) usada como agente indutor do teste de pleurisia foi capaz de desencadear um efeito pró-inflamatório em cobaias normais e imunes. A atividade pró-inflamatória do VFA, detectada em dois intervalos de pleurisia (24 e 48 horas) foi demonstrada, somente por quimiotaxia de leucócitos mononucleares (MN), no primeiro intervalo e por efeito edematogênico, migração de MN e polimorfonucleares (PMN), no último intervalo de reação. Os perfis de reação inflamatória induzida pelo VFA em cobaias imunes (imunizadas com vacinas oleosas anti-VFAO1Campos), aos 7 e aos 30 dias pós-vacinação (PV) apresentaram imensidades mais baixas do que as observadas em cobaias normais, embora nas cobaias com 7 dias de vacinação a quimiotaxia de leucócitos totais e de PMN tenha sido similar àquela encontrada nos animais normais, no intervalo de 48 horas de reação. Ademais, nas cobaias com 30 dias PV, o VFA induziu um aumento significante no volume de exsudato e na infiltração de MN, no intervalo de 24 horas, sendo que os valores de todos os parâmetros do exsudato inflamatório caíram a níveis normais, no segundo intervalo de reação. Nas cobaias imunes foi observada uma associação negativa entre o aumento no título de anticorpos soro-neutralizantes, de 7 para 30 dias PV e as intensidades dos parâmetros inflamatórios pleurais. O teste de pleurisia revelou-se um procedimento adequado para avaliar a atividade próinflamatória do VFA.


Palavras-chave


Virus da febre aftosa; Efeito pró-inflamatório; Imunidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.1992.52007

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