Investigação sobre a presença de leptospiras nos ovários de hamsters experimentalmente infectados com Leptospiras interrogans sorotipo pomona

  • Claudio Roberto de Almeida Camargo Instituto Butantã
  • Silvio Arruda Vasconcellos Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
  • Rodolfo Nürmberger Júnior Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
  • Estevão de Camargo Passos Instituto Biológico
  • Zenaíde Maria de Morais Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
  • José Antonio Visintin Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
Palavras-chave: Leptospirose, Leptospira interrogans (isolamento), Ovários (hamster)

Resumo

De 90 hamsters primíparas com 80 a 120 gramas de peso vivo, 75 foram inoculadas com a dose individual de 0,5 ml de estirpe virulenta do sorotipo pomona (30 a 40 leptospiras ativas por campo microscópico, no aumento de 200 vezes) e as 15 remanescentes constituíram o grupo testemunho não infectado. Todos os animais tratados com leptospiras apresentaram os sinais da infecção (prostração, taquipnéia, eriçamento do pelame, icterícia e hemorragias nasal, bucal e perineal) e foram sacrificados por ocasião da fase agônica da doença, situada entre o quarto e o sétimo dia da inoculação. Nesta oportunidade, os ovários foram colhidos em condições assépticas e submetidos à técnica de visualização de leptospiras (exame direto em microscopia de campo escuro, coloração argêntica de Levaditi e reação de imunofluorescência direta), cultivo em meio de Fletcher e exame histopatológico (coloração de hematoxilina e eosina). A ocorrência de uma possível contaminação estabelecida durante a retirada dos ovários foi investigada através da lavagem em solução salina tamponada estéril. As leptospiras foram demonstradas em todos os ovários do grupo de animais experimentalmente inoculados (lavados e não lavados), através da coloração de Levaditi, reação imunofluorescência direta e também no cultivo em meio de Fletcher. O exame direto em microscopia de campo escuro mostrou ser uma técnica muito pouco sensível. O exame das preparações submetidas à coloração argêntica possibilitou a visualização de leptospiras em diferentes estruturas dos ovários, incluindo: o interstício, a zona pelúcida e o interior dos óvulos. Os exames histopatológicos permitiram observar as alterações morfológicas típicas de um processo inflamatório agudo em 57% dos ovários examinados.

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Publicado
1993-12-02
Como Citar
Camargo, C. R., Vasconcellos, S., Nürmberger Júnior, R., Passos, E., Morais, Z. M. de, & Visintin, J. A. (1993). Investigação sobre a presença de leptospiras nos ovários de hamsters experimentalmente infectados com Leptospiras interrogans sorotipo pomona. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 30(2), 129-135. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.1993.52024
Seção
MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA