Aplicação da técnica de imunofluorescência direta para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina em aspirado de linfonodo

  • Marcio Antônio Batistela Moreira Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal, Laboratório de Patologia, Araçatuba, SP
  • Maria Cecília Rui Luvizotto Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal, Laboratório de Patologia, Araçatuba, SP
  • Cáris Marone Nunes Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal, Laboratório de Patologia, Araçatuba, SP
  • Tereza Cristina Cardoso da Silva Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal, Laboratório de Patologia, Araçatuba, SP
  • Márcia Dalastra Laurenti Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Patologia, Laboratório de Patologia de Moléstias Infecciosas (LIM-50), São Paulo, SP
  • Carlos Eduardo Pereira Corbett Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Patologia, Laboratório de Patologia de Moléstias Infecciosas (LIM-50), São Paulo, SP
Palavras-chave: Imunofluorescência, Leishmaniose visceral, Linfonodos de animal, Cães

Resumo

Recentemente, foco de leishmaniose visceral canina (CVL) foi descrito na região noroeste do Estado de São Paulo - Brasil. O Hospital Veterinário - UNESP - Araçatuba, no ano de 2.000, desenvolveu 60 testes citopatológicos de casos suspeitos de leishmaniose usando aspirado por agulha fina (FNA). Os esfregaços de linfonodo foram corados pelo método de Romanowsky (Diff-Quik®) e observados em microscopia de luz. Os casos positivos mostraram formas amastigotas típicas de Leishmania livres ou em vacúolos de macrófagos. Sinais citopatológicos de reatividade do sistema linfo-histiocitário com ausência de parasitos foram também observados. Com o objetivo de implementar o diagnóstico da CVL, detectando parasitos e material antigênico nos esfregaços, aplicou-se a reação de imunofluorescência direta (IFD) usando anticorpo policlonal anti-Leishmania produzido em camundongo. Comparamos o método de IFD com a pesquisa direta do parasito em esfregaços corados pelo método de Romanowsky. Dos 60 cães com sinais clínicos da doença, o exame direto foi positivo em 50% (n=30), duvidoso em 36,7% (n=22) e negativo com reatividade do linfonodo em 13,3% (n=8). Quando os linfonodos foram submetidos a reação de IFD observamos reação positiva em 93,3% (n=56) e reação negativa em 6,7% (n=4). Nossos resultados mostraram que a reação de IFD apresentou alta sensibilidade quando comparada a pesquisa direta do parasito pela coloração de Romanowsky. A reação de IFD pode ser um método útil para confirmar os casos duvidosos da doença, onde as formas amastigotas não são identificadas com facilidade.

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Publicado
2002-01-01
Como Citar
Moreira, M., Luvizotto, M., Nunes, C., Silva, T., Laurenti, M., & Corbett, C. (2002). Aplicação da técnica de imunofluorescência direta para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina em aspirado de linfonodo. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 39(2), 103-106. https://doi.org/10.1590/S1413-95962002000200009
Seção
NÃO DEFINIDA