Epidemiologia molecular de Listeria monocytogenes isoladas de diferentes fontes no Brasil

  • Andrea Micke Moreno Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP
  • Renata Paixão Faculdades Metropolitanas Unidas, Faculdade de Medicina Veterinária, São Paulo, SP
  • Luisa Zanolli Moreno Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Laboratório de Saúde Pública, São Paulo, SP
  • Débora Dirani Sena de Gobbi Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP
  • Daniele Cristine Raimundo Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP
  • Thais Sebastiana Porfida Ferreira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP
  • Ernesto Hofer Fundação Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Zoonoses Bacterianas, Rio de Janeiro, RJ,
  • Maria Helena Matte Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Laboratório de Saúde Pública, São Paulo, SP
  • Marina Moreno Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, São Paulo, SP
Palavras-chave: Listeria monocytogenes, Saúde pública, ERIC-PCR, AFLP

Resumo

Listeria monocytogenes é um importante patógeno de origem alimentar que afeta principalmente grávidas, neonatos, idosos e indivíduos imunocomprometidos, e pode causar abortamento, septicemia e meningite. Dos 13 grupos capsulares descritos, os sorotipos 4b, 1/2b e 1/2a são os mais relacionados à infecção humana. Por esta razão, a sorotipagem possui valor limitado como ferramenta epidemiológica e, dessa forma, métodos mais discriminatórios são necessários para melhorar o conhecimento sobre a contaminação e a infecção por L. monocytogenes. O objetivo deste estudo foi caracterizar a diversidade genética de isolados de L. monocytogenes da indústria de processamento de carne suína no Estado de São Paulo, Brasil, e compará-los a isolados de casos de infecção humana através do ERIC-PCR e AFLP com uma única enzima. Os sorotipos 1/2c e 4b foram frequentes em carne suína e ambientes de abatedouros e mercados, enquanto os sorotipos 4b e 1/2a foram observados nos isolados de humanos. ERIC-PCR e AFLP resultaram em 34 e 31 perfis distintos, respectivamente, com uma tendência a separar de acordo com o sorogrupo e a origem do isolado. Os perfis genéticos de ambiente dos abatedouros e mercados sugerem a possibilidade de diferentes origens de contaminação por Listeria nos ambientes estudados, porém, em alguns casos, é possível que ocorra a persistência de cepas clonais causando contaminação contínua.

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Publicado
2013-04-19
Como Citar
Moreno, A., Paixão, R., Moreno, L., Gobbi, D., Raimundo, D. C., Ferreira, T. S., Hofer, E., Matte, M. H., & Moreno, M. (2013). Epidemiologia molecular de Listeria monocytogenes isoladas de diferentes fontes no Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 50(2), 136-144. https://doi.org/10.11606/issn.2318-3659.v50i2p136-144
Seção
NÃO DEFINIDA