Feocromocitoma em cão - nota prévia

  • Cibele Figueira Carvalho Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • Regina Suplicy Vianna Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • João Batista da Cruz Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • Fernando Corleto Maiorino Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • João Pedro de Andrade Neto Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • Cibele Rossi Nahas Mazzei Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • Maria Carla Zinesi Collepicolo Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
  • Enio Mori Universidade do Grande ABC, Santo André, SP
Palavras-chave: Tumor de Adrenal, Feocromocitoma, Cão, Diagnóstico, Tratamento

Resumo

Os feocromocitomas são tumores das células da região medular adrenal, considerados raros, cujo diagnóstico geralmente é feito post mortem. Estes promovem taquicardia, hipertensão e outras manifestações clínicas atribuídas ao aumento da quantidade de catecolaminas circulantes. Este trabalho relata o caso de um cão, SRD), fêmea de 15 anos de idade, atendido no Hospital Veterinário da UniABC, cuja queixa principal era prurido intenso e compulsivo, insônia e perda de peso considerável (12 Kg em menos de 3 meses). Ao exame clínico observouse midriase bilateral, ulcerações cutâneas com exposição de musculatura torácica bilateral. A ultrasonografia revelou a presença de duas formações sólidas ovaladas, de contornos definidos, localizadas próximo a grandes vasos e margem cranial de rim esquerdo, aspecto hipoecogênico heterogêneo com áreas anecogênicas em seu interior, compatível com formação neoplásica em adrenal e provável metástase em linfonodo regional. O eletrocardiograma apresentou onda "t' alternante compatível com aumento das catecolaminas circulantes. Foram removidas duas massas globosas de 2 e 4 cm de diâmetro, que se encontravam localizadas cranialmente ao rim esquerdo, sobre as artérias renal e aorta. Macroscopicamente visualizouse regiões circunscritas de coloração marrom. A pressão arterial média durante a cirurgia foi de 150 mmHg e no momento da laparorrafia caiu para 60 mmHg. Durante a primeira semana pós cirúrgica a proprietária relatou que o cão passou a dormir, ficou mais tranquila e o prurido diminuiu. O diagnóstico de feocromocitoma foi definido com os exames complementares e concluído após a remoção cirúrgica e exame histopatológico.

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Publicado
2004-04-01
Como Citar
Carvalho, C., Vianna, R., Cruz, J., Maiorino, F., Andrade Neto, J., Mazzei, C., Collepicolo, M., & Mori, E. (2004). Feocromocitoma em cão - nota prévia. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 41(2), 113-116. https://doi.org/10.1590/S1413-95962004000200006
Seção
NÃO DEFINIDA