Influência da temperatura de transporte de ovários na maturação in vitro de oócitos caninos coletados em diferentes estágios do ciclo estral

  • Leda Maria Costa Pereira Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária
  • Paulo Ricardo Oliveira Bersano Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Veterinária Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Centro Estudos em Venenos de Animais Peçonhentos
  • Maria Denise Lopes Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária
Palavras-chave: Maturação in vitro, Temperatura, Anestro, Diestro, Cadela

Resumo

Foi avaliada a influencia do ciclo estral e temperatura de transporte de ovários na maturação in vitro de oócitos caninos. As cadelas foram categorizadas em dois grupos baseados no estagio do ciclo estral – anestro ou diestro. Um ovário por par coletado foi transportado em solução fisiológica 0,9% a 4°C enquanto o outro foi transportado a 37°C. Então, os ovários foram seccionados em PBS para a liberação dos complexos cumulus oocito (COCs). Um total de 345 COCs (n = 186 oocitos obtidos de cadelas em anestro e 159 em diestro) foi cultivado em TCM 199 suplementado com HEPES, piruvato de sódio, cisteina, hormônio folículo estimulante (FSH), gonadotrofina coriônica humana (hCG), estrógeno (E2) e fator de crescimento epidermal (EGF). Apos 72h de maturação, os COCs foram desnudados, fixados e corados para avaliação da maturação nuclear. O teste de Fisher foi utilizado para avaliar as diferenças entre os grupos. O nível de significância adotado foi de 0,05. Os oócitos obtidos de cadelas em diestro transportados a 4°C apresentaram maior frequência de oócitos no estagio de metáfase II (21,1%) que os mantidos na temperatura de 37°C (p < 0,01). De forma similar, houve maior frequência de oócitos nos estágios de metáfase II (11,2%) nos ovários obtidos de cadelas em anestro e transportados a 4°C que nos ovários mantidos a 37°C (p < 0,05). Concluiu-se que a temperatura de transporte influencia os resultados de viabilidade oocitária canina e a maturação in vitro, independentemente do estagio reprodutivo da fêmea.

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Biografia do Autor

Leda Maria Costa Pereira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária
Doutoranda em Reprodução Animal, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária- Área Reprodução Animal- Laboratório de Pequenos animais e silvestres
Paulo Ricardo Oliveira Bersano, Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Veterinária Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Centro Estudos em Venenos de Animais Peçonhentos

Professor Adjunto de Patologia Veterinária, Faculdade de Veterinária, Universidade Estadual do Ceará, FAVET-UECE, Fortaleza, CE.

Pós-Doutorando pelo Centro Estudos em Venenos de Animais Peçonhentos, CEVAP-UNESP, Campus de Botucatu, Botucatu, SP.

Maria Denise Lopes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária
Professora Titular, Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária - UNESP, Campus de Botucatu, Botucatu, SP.
Publicado
2015-06-30
Como Citar
Pereira, L., Bersano, P., & Lopes, M. (2015). Influência da temperatura de transporte de ovários na maturação in vitro de oócitos caninos coletados em diferentes estágios do ciclo estral. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 52(2), 158-166. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.v52i2p158-166
Seção
ARTIGOS