Mycobacteria em queijos tipo Minas comercializados em feiras-livres de São Paulo, Brasil

  • Patricia Rossi Moriconi Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Cássia Yumi Ikuta Universidade Santo Amaro, Curso de Veterinária
  • Fábio Gregori Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Gisele de Oliveira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Sheila de Oliveira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Paloma de Oliveira Tonietti Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • José Soares Ferreira Neto Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Fernando Ferreira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Adriana Cortez Universidade Santo Amaro, Curso de Veterinária
  • Evelise Oliveira Telles Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
Palavras-chave: Mycobacteria, Micobactérias não tuberculosas, Mycobacterium bovis, Queijo tipo minas, Feiras-livres

Resumo

Mycobacterium bovis é o agente da tuberculose bovina, doença que acomete o rebanho em todo território brasileiro e é uma negligenciada zoonose transmitida pelo leite e seus derivados. Este trabalho avaliou a presença de M. bovis e outras micobactérias, em queijo minas meia-cura, obtidos em feiras-livres na cidade de São Paulo, entre os anos de 2012 e 2013. As amostras (n = 133) foram descontaminadas pelo método HPC (hexa-cetyl-pyridinium chloride) e semeadas em meio Stonebrink Leslie. Os isolados foram submetidos à identificação molecular por PCR TB multiplex, pesquisando-se o gene 16S rRNA, e ao sequenciamento nucleotídico. Dezesseis amostras (12%) possuiam 26 colônias sugestivas de Mycobacterium spp., mas nenhuma delas pertencia aos complexos Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium avium e Mycobacterium intracellulare. A análise filogenética mostrou que todas as amostras estavam agrupadas em clados que incluem apenas micobactérias não tuberculosas (MNT), sendo que algumas possuiam proximidade com sequências obtidas de Mycobacterium novocastrense (3 sequências), Mycobacterium hosaticum (1 sequência) e Mycobacterium elephantis (2 sequências). Embora no momento não haja evidência epidemiológica da importância da transmissão oral das micobactérias pra indivíduos saudáveis, sua importância na população imunossuprimida ainda é incerta.

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Publicado
2018-12-26
Como Citar
Moriconi, P., Ikuta, C., Gregori, F., Oliveira, G. de, Oliveira, S. de, Tonietti, P., Ferreira Neto, J., Ferreira, F., Cortez, A., & Telles, E. (2018). Mycobacteria em queijos tipo Minas comercializados em feiras-livres de São Paulo, Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 55(4), e146525. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2018.146525
Seção
ARTIGO COMPLETO