Resguardo e sexualidade(s): uma antropologia simétrica das sexualidades amazônicas em transformação

  • Luisa Elvira Belaunde Museu Nacional -Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

O artigo investiga o cruzamento de olhares indígenas e não indígenas
sobre a sexualidade do outro na Amazônia Peruana. Começa por descrever o regime
de consumo sexual dos corpos indígenas imposto pela economia extrativista e
o surgimento das cidades a partir do auge da economia da borracha. Em seguida,
foca nas concepções indígenas sobre as relações entre sexualidade e resguardo que
articulam os processos cotidianos e rituais de produção de corpos genderizados
e seus agenciamentos sociocosmológicos. A partir daí, examina as percepções
indígenas da sexualidade dos não indígenas habitantes das cidades, associados à
figura do boto do mundo subaquático. Argumenta, então, que o abandono das
práticas de resguardo é um ponto de inflexão da atual urbanização e transformação
da população amazônica em mestiça.

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Biografia do Autor

Luisa Elvira Belaunde, Museu Nacional -Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Antropologia pela Universidade de Londres, Professora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS-MN-UFRJ).

Publicado
2016-06-17
Como Citar
Belaunde, L. E. (2016). Resguardo e sexualidade(s): uma antropologia simétrica das sexualidades amazônicas em transformação. Cadernos De Campo (São Paulo 1991), 24(24), 538-564. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v24i24p538-564
Seção
Especial