Política, economia e mediação simbólica: Notas etnográficas sobre a constituição da chefia social a partir da experiência do Camelódromo de Porto Alegre?

  • Moisés Kopper Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Camelódromo, TRansição, Comércio Informal, Mediação Política, Estado

Resumo

Este trabalho problematiza as disputas e processos de instituição do Centro Popular de Compras – popular “Camelódromo” – na Região Centro de Porto Alegre/RS. Com base na realização de observação participante multi-situada, discute-se, de um lado, as estratégias de governamentalidade associadas à força persuasiva do Estado, ao colocar a necessidade de higienização e urbanização do espaço público e, com ela, o deslocamento espacial e identitário de trabalhadores informais das ruas para a visibilidade jurídico-formal. De outro lado, questiona-se os modelos de gestão do Estado subjacentes às Parcerias Público-Privadas, à luz de sua contextualização local, isto é, dos camelôs afetados pelo processo de transição. O acompanhamento etnográfico dos itinerários de seu líder comunitário – Juliano Fripp –, conectando diferentes espaços da esfera pública (Câmara Municipal, Ministério Público, Prefeitura, Orçamento Participativo) às expectativas do grupo, permite entrever como se conguram as tensões mais amplas em torno dos processos político-econômicos que atravessam a instituição do Camelódromo.

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Biografia do Autor

Moisés Kopper, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Mestrando em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Publicado
2011-03-30
Como Citar
Kopper, M. (2011). Política, economia e mediação simbólica: Notas etnográficas sobre a constituição da chefia social a partir da experiência do Camelódromo de Porto Alegre?. Cadernos De Campo (São Paulo 1991), 20(20), 33-50. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v20i20p33-50
Seção
Artigos e Ensaios