A lei da escrita em A virgem dos sicários, de Fernando Vallejo

  • Francisco Renato de Souza Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Fernando Vallejo, Maurice Blanchot, Ambiguidade, Literatura, Democracia

Resumo

Este artigo analisa, no romance A virgem dos sicários, de Fernando Vallejo, o movimento errante do seu narrador com o sicário Alexis enquanto movimento de expressão democrática exercida pela escrita literária. A democracia que se apresenta na narrativa em questão se distancia de uma reflexão sobre a situação social e política da Colômbia real, pois a democracia exercida pelo narrador de Vallejo, uma vez transposta para a escrita da obra literária que se desenvolve en abyme, explora outros recursos que somente o espaço ficcional pode oferecer, criando, consequentemente, uma democracia própria, singular, uma democracia ficcional. O artigo tem como base metodológica central os textos ensaísticos do escritor Maurice Blanchot, que compreende o espaço ficcional como um espaço de leis e regras próprias, e não apenas como um reflexo do mundo real.

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Publicado
2019-06-19
Como Citar
Souza, F. (2019). A lei da escrita em A virgem dos sicários, de Fernando Vallejo. Caracol, (17), 419-445. https://doi.org/10.11606/issn.2317-9651.v0i17p419-445
Seção
Dossiê (Interferências)