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O direito à cidade e os enredos pós-modernos de um projeto social dirigido a jovens moradores da metrópole paulistana: um estudo sobre o programa “jovens urbanos”

Aline Andrade, Flávia Schilling

Resumo


Este artigo trata dos contornos teóricos que fundamentam um projeto social dirigido a jovens moradores da metrópole de São Paulo denominado “Programa Jovens Urbanos”. Um dos principais objetivos expresso pelo Programa é ampliar e qualificar as possibilidades de circulação dos jovens na cidade, partindo-se do pressuposto de que jovens moradores de determinadas regiões da cidade – chamadas no Programa de periferias urbanas – são afetados por diferentes condições de exclusão, dentre elas a exclusão socioespacial. Interessa, nos limites deste artigo, problematizar a própria ideia de restrição da circulação: que saberes informam tais teses? Por que, afinal, haveria de se criar um empreendimento social que mobiliza uma gama de atores sociais (poder público, iniciativa privada, organizações comunitárias e os próprios jovens moradores dessas regiões, cuja identidade mais reconhecida é aquela que se apresenta nas drásticas estatísticas da vulnerabilidade social) para fazer o jovem circular fisicamente na cidade, movimentar-se em seus espaços? Diante disso, torna-se necessário reconhecer o ponto de vista assumido pelo projeto social, identificando em quais campos teóricos se instalam suas afirmações e proposições e, no diálogo com as ideias mapeadas, identificar possibilidades de leitura, lentes pelas quais se possam ver, interpretar e registrar os desafios da metrópole

Palavras-chave


jovens; cidade de São Paulo; periferias urbanas; projeto social; circulação

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