A Internacional Comunista e a Questão Judaica

Autores

  • Saul Kirschbaum pesquisador independente

Palavras-chave:

Internacional Comunista. Movimento operário judaico. Social-democracia Russa. Antissemitismo. Questão Judaica.

Resumo

O relacionamento dos judeus com o poder na Rússia nos quatro séculos desde o tsarado de Ivã IV, o Terrível, foi marcado por opressão, perseguições, exclusão e supressão de direitos, culminando com a retomada do antissemitismo aberto da era estalinista. Não obstante, a cooperação do movimento operário judaico com a social-democracia russa, que, apesar de um constante estranhamento com o proletariado russo, em boa parte viabilizou o sucesso da Revolução, acenava para uma plena integração dos judeus; de fato, num primeiro momento os judeus obtiveram plenos direitos civis. Porém, a III Internacional, fundada por Lênin em 1918, instituiu um rígido centralismo sob o comando do PCUS e negou-se a considerar os judeus como uma nacionalidade, não lhes permitindo participar naquela organização e recusando-se até mesmo a admitir a própria existência de uma “Questão Judaica”.

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Publicado

2020-10-07

Como Citar

Kirschbaum, S. (2020). A Internacional Comunista e a Questão Judaica. Cadernos De Língua E Literatura Hebraica, (16), Pág. 50 a 59. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/cllh/article/view/168338

Edição

Seção

HISTÓRIA E ABORDAGENS SÓCIO-CULTURAIS