Rap da roça – Diálogos políticos entre a juventude do campo e da cidade

Palavras-chave: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), rap, hegemonia popular, juventude, campo e cidade

Resumo

Este artigo apresenta resultados de tese de doutorado desenvolvida, entre 2010 e 2015, sobre a formação política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O foco deste artigo é o nível de luta pela hegemonia da/na arte e cultura, a partir das narrativas de jovens camponeses que compõem o grupo de rap Veneno H2. Utiliza-se o método dialético e são aplicadas técnicas qualitativas, entrevistas semiestruturadas, com os jovens rappers do MST, e análise de letras do álbum Militante da Terra. A pesquisa mostra que as narrativas dos jovens camponeses, resultantes de espaços de fronteira entre o campo e a cidade, sinalizam aproximação política entre a juventude desses espaços por meio da identificação cultural, o que pode fortalecer e aprofundar as alianças e os diálogos políticos.

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Biografia do Autor

Pablo Nabarrete Bastos, Universidade Federal Fluminense

Professor do IACS – Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Ciências da Comunicação, linha de pesquisa de Comunicação, Cultura e Cidadania, pela ECA-USP.

Referências

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Publicado
2016-12-16
Como Citar
Bastos, P. (2016). Rap da roça – Diálogos políticos entre a juventude do campo e da cidade. Comunicação & Educação, 21(2), 39-47. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9125.v21i2p39-47