As periferias digitais: mobilização para além da resistência

Palavras-chave: periferias, mobilização social, informação, redes digitais, São Paulo

Resumo

Tendo como referência as periferias urbanas, torna-se importante averiguar os avanços dos processos comunicacionais, naquilo que Henry Jenkins cunhou como cultura participativa, descrevendo a produção cultural e as interações sociais comunitárias, e, assim, identificar a vontade própria de experiência dos jovens como sujeitos empíricos. Ao recuperar os sentidos da segregação urbana que definem a desigualdade social e econômica na região metropolitana de São Paulo, o texto propõe discutir a realidade das periferias a partir da incorporação da tecnologia digital. Para além das transformações nos comportamentos cotidianos, as distintas plataformas de comunicação mobilizam a produção de conteúdo dos sujeitos de discurso, ao tempo que inscrevem na comunidade práticas culturais e demandas políticas em sintonia com os processos de consumo simbólico e material da contemporaneidade.

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Biografia do Autor

Marco Antonio Bin, Escola Superior de Propaganda e Marketing

Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP; professor no curso de Comunicação Social da FIAM-FAAM Centro Universitário e integrantes do Grupo de Pesquisa em Memória, Comunicação e Consumo (MNEMON) do PPGCOM da ESPM. 

Referências

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Publicado
2017-06-06
Como Citar
Bin, M. (2017). As periferias digitais: mobilização para além da resistência. Comunicação & Educação, 22(1), 7-19. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9125.v22i1p7-19