Sonoridades e ambiências nos filmes: Cão branco e A missão

  • Maria Ignes Carlos Magno Universidade Anhembi Morumbi
  • Eliana Costa Universidade Anhembi Morumbi
Palavras-chave: sonoridades, Stimmung, Ennio Morricone, Cão branco, A missão

Resumo

Tendo como fundamento os estudos do teórico alemão Hans Ulrich Gumbrecht1 e seu instigante conceito de Stimmung, nas diversas camadas de significações que o compõem (clima, atmosfera, som, humores, ambiência), esta resenha pretende explorar como essa categoria estética influi na construção e leitura da obra cinematográfica. O foco central de nossas reflexões será a dimensão sonora do filme, especificamente na música ou trilha sonora, e em como ela participa do Stimmung, sugerindo efeitos de intensa presença, que redimensionam a obra. Para realizar esta proposta de leitura, apresentaremos dois filmes: Cão branco (1982), de Samuel Fuller, e A missão (1986), de Roland Joffé; ambos com trilha do compositor italiano Ennio Morricone. Investigaremos também como o Stimmung permeia várias etapas do processo de criação da música, tornando-se parte intrínseca da práxis do compositor, no transcorrer da realização da obra.

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Biografia do Autor

Maria Ignes Carlos Magno, Universidade Anhembi Morumbi

Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Professora do Mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.

Eliana Costa, Universidade Anhembi Morumbi

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.

Publicado
2017-11-16
Como Citar
Magno, M. I., & Costa, E. (2017). Sonoridades e ambiências nos filmes: Cão branco e A missão. Comunicação & Educação, 22(2), 133-145. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9125.v22i2p133-145