Trajetórias de feminização no trabalho hospitalar

  • Tábata Milena Balestro Borges Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES)
  • Priscila Pavan Detoni Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES)
Palavras-chave: feminização, cuidado, trabalho hospitalar

Resumo

O objetivo deste trabalho é compreender as trajetórias de feminização no espaço hospitalar, entendendo os reflexos da divisão sexual e das relações de gênero nas práticas de trabalho, com base em uma pesquisa realizada em um hospital na Serra Gaúcha. Utilizou-se, como metodologia, a análise de discurso das trajetórias de vida das trabalhadoras, por meio de entrevistas semiestruturadas. Participaram desta pesquisa nove mulheres com escolaridades e funções diversas. As análises compuseram-se pelos seguintes elementos: o trabalho como possibilidade de autonomia e sustento; o trabalho feminino precarizado diante da divisão sexual do trabalho e no início da carreira; o trabalho feminino doméstico como pouco reconhecido e obrigatório; a duplicidade da jornada em ser mãe e trabalhadora; e o cuidado como atribuição naturalizada das trabalhadoras da saúde. Conclui-se que essas mulheres se sentem realizadas no trabalho, apesar de serem pouco valorizadas, diante dos marcadores sociais de gênero e da faixa etária. A pesquisa também possibilitou que, ao rever suas trajetórias durante as entrevistas, as trabalhadoras participantes refletissem sobre a necessidade de encontrar estratégias para que a feminização do trabalho não seja estendida para a próxima geração, bem como de que o trabalho hospitalar seja uma atividade que possa produzir saúde.

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Publicado
2017-12-30
Como Citar
Borges, T. M., & Detoni, P. (2017). Trajetórias de feminização no trabalho hospitalar. Cadernos De Psicologia Social Do Trabalho, 20(2), 143-157. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v20i2p143-157
Seção
Artigos Originais