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Notícias

Chamada número 20: Dossiê Sáfico

 
Dossidê sobre Literatura Lésbica. Chamada aberta até dia 20/09  
Publicado: 2017-07-30 Mais...
 

Chamada Criação & Crítica N. 19

 

CHAMADA PARA A REVISTA CRIAÇÃO & CRÍTICA Nº 19

escrita e separação

Escrita e separação. Escrita da separação. Escrita sobre a separação. Escrita para a separação. Cada um desses conectivos define relações entre escrever e se separar, das quais é possível encontrar exemplos diversos na literatura e nas artes, desde o Werther, de Goethe, que encena a separação mais radical, às respostas que Sophie Calle encomenda a mais de uma centena de mulheres para uma carta de rompimento, em Cuide de você. 

Entendemos que essas possibilidades sinalizam um vínculo fundamental da escrita com a separação. Escrever é “sair de si”, mesmo que essa exterioridade seja algo que nos “pertence”, algo “próprio”, inclusive, a cada um de nós. A escrita produz separação, colocando algo para “fora” de nós – essa é uma de suas funções: produzir um contato com o outro. Mas ao mesmo tempo ela indefine as relações entre “dentro” e “fora”, na medida em que isso que “sai” de nós não fica também como registro de algo “próprio”. 

Essa condição foi examinada pela psicanálise e pela filosofia – alguns exemplos são o texto de Freud sobre "O estranho”, de 1919, e Derrida relendo Platão, via Freud, em “Freud e a cena da escritura”, em A escritura e a diferença. Ambas tiveram no horizonte a experiência literária e o testemunho de escritores, que por sua vez refletiram sobre as condições de possibilidade da escrita. “Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados”, anotou Clarice Lispector em A hora da estrela. 

A escrita é registro, assim como registro do que se esquece, é ganho e perda, remédio e veneno, encontro e ruptura. Dessa ambivalência pretende tratar este dossiê, tendo no horizonte a indagação acerca de sua função no mundo contemporâneo e privilegiando experimentos literários e artísticos que entendem a escrita como ato e prática, em seu aspecto material e gestual, para deslocar a discussão tanto da produção de sentido como da elaboração formal, em direção aos múltiplos e ambivalentes efeitos de escrever. 

Propomos dois eixos principais para a abordagem das relações entre escrita e separação: “escritas de luto”, com foco na escrita como elaboração de acontecimentos traumáticos do passado e do presente; “escrever com afeto”, com foco nas redes de afetos que atravessam a produção e a circulação das escritas contemporâneas. 

As contribuições devem ser enviadas através do site, de acordo com as normas da revista, até o dia 31 de julho de 2017.

A revista aceita artigos em português, francês, espanhol e inglês.
http://www.revistas.usp.br/criacaoecritica

Revista Criação & Crítica Qualis B2 ISSN: 1984-1124
Departamento de Letras Modernas - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo
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Publicado: 2017-02-12 Mais...
 

Chamada número 17: Autoficção: quais os limites de uma literatura calcada no esfacelamento de todo limite

 

Muito já se escreveu sobre a autoficção desde que Serge Dubrousvky cunhou o termo em 1977, numa França ainda marcada pelo pós-estruturalismo, mas que já via o autor da morte do autor escrever sua obra prima da indefinição, Roland Barthes par Roland Barthes. Autoficção: o termo criou raízes, ganhou a crítica cultural dos jornais, invadiu o senso-comum. Mas a discussão, longe de esgotada, impõe-se como cada vez mais necessária. Se a interminável sucessão de colóquios acadêmicos e revistas especializadas sobre o tema se enfileiram sem sequer dar conta do número de romances que surgem a cada ano nas resenhas jornalísticas, é porque o gênero está longe do zênite.

 

 
Publicado: 2016-06-28 Mais...
 

Chamada para a Revista Criação & Crítica nº 16

 

Entre a tela e o papel: o cinema produz literatura?

Se pensarmos nas grandes adaptações literárias para o cinema, concluiremos que, desde a sua criação, a arte cinematográfica produziu obras importantes a partir da literatura. No entanto, o que propomos neste número da revista Criação & Crítica é ir além dessas adaptações, ampliando o foco das reflexões: de que maneira podemos pensar na força do cinema para a composição literária? Kafka declarou, em um de seus diários: “Fui ao cinema. Chorei. Diversão ilimitada”. Seria ele um ávido espectador de filmes que o inspiravam em seus textos? O crítico francês Roland Barthes escreveu, em “Ao sair do cinema”, que estar na sala escura era como participar de uma sessão de hipnose e, além disso, que o escuro da sala seria uma “espécie de ‘devaneio crepuscular’ que precede esse escuro e conduz o sujeito de rua em rua, de cartaz em cartaz, a abismar-se finalmente num cubo sombrio, anônimo, indiferente, onde deve se produzir esse festival de afetos que se chama um filme”. Por que o cinema causa esse devaneio? Por que nos “abismamos” diante dele? E, ainda, como o cinema pode atingir o texto, a escrita, a literatura?

 

 
Publicado: 2015-12-13 Mais...
 

Appel à contribution pour le numéro 16 - Revue Criação & Crítica

 

Entre l’écran et le papier : est-ce que le cinéma produit de la littérature ?

Lorsque l’on pense aux grandes adaptations littéraires pour le cinéma, on en vient à conclure que, depuis sa création, l'art cinématographique a produit des œuvres importantes à partir de la littérature. Dans ce numéro de la revue Criação & Crítica nous souhaitons dépasser la question des simples adaptations pour élargir la perspective : comment peut-on analyser l’avantage du cinéma pour la composition littéraire ? Dans l’un de ses journaux, Kafka déclarait, “Je suis allé au cinéma. J'ai pleuré. Distraction illimité”. Etait-il un spectateur avide de films qui inspiraient ses textes ? Le critique français Roland Barthes a écrit (dans “En sortant du cinéma”), qu'être dans la salle noire est comme participer d'une séance d'hypnose et que le noir de la salle est une “sorte de ‘rêverie crépusculaire' qui précède ce noir et conduit le sujet, de rue en rue, d'affiche en affiche, à s'abîmer finalement dans un cube obscur, anonyme, indifférent, où doit se produire ce festival d'affects qu'on appelle un film”. Pourquoi le cinéma cause cette rêverie? Pourquoi on “s'abîme” devant lui ? Et, enfin, comment le cinéma peut influencer le texte, l'écriture, la littérature?

 

 
Publicado: 2015-12-13 Mais...
 
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